quarta-feira, setembro 30, 2026
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Filarmônica de Minas Gerais convida o pianista russo Dmitry Shishkin para interpretar Prokofiev nos dias 1º e 2 de outubro, às 20h30, na Sala Minas Gerais

Dois dos grandiosos poemas sinfônicos de Richard Strauss, obras de grande virtuosismo e vigor, Don Juan e As travessuras de Til Eulenspiegel, serão apresentadas pela Filarmônica de Minas Gerais nos dias 1º e 2 de outubro, às 20h30, na Sala Minas Gerais. O pianista russo Dmitry Shishkin executará um dos concertos mais admirados do século XX: o Concerto para piano nº 3, do ucraniano Sergei Prokofiev. A regência é do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais, a partir de R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). O concerto do dia 1º de outubro será transmitido ao vivo pelo canal da Filarmônica no YouTube, pela Rede Minas e pela Rádio MEC FM (87,1 BH e Brasília/99,3 RJ).

 

Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Patrocínio: Itaú Unibanco. Mantenedor: Cultura e Turismo. Apoio: Amigos da Filarmônica. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Funarte e Ministério da Cultura.

 

Maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais

 

Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo o responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro.

Construiu uma sólida carreira nos Estados Unidos, onde esteve à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville por quatorze anos (1999 – 2014), tendo recebido o título de Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular das orquestras sinfônicas de Syracuse (1992 – 1999) e de Spokane (1993 – 2004), nesta última atuando como Regente Laureado. Em 2014, tornou-se o primeiro maestro brasileiro a assumir a Regência Titular de uma orquestra asiática, ao aceitar o convite da Orquestra Filarmônica da Malásia, onde permaneceu por dois anos.

Ainda nos Estados Unidos, atuou como Regente Associado de Mstislav Rostropovich, na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, com a qual se apresentou no Kennedy Center e no Capitólio. Foi também Regente Residente da Orquestra Sinfônica de San Diego. Estreou no Carnegie Hall, em Nova York, conduzindo a Sinfônica de Nova Jersey, e tem dirigido diversas orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É presença constante nos festivais de verão dos Estados Unidos, como os de Grant Park, em Chicago, e Chautauqua, em Nova York.

 

Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, Mechetti rege regularmente na Escandinávia, com destaque para a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a Orquestra de Helsingborg, na Suécia. Na Finlândia, dirigiu a Filarmônica de Tampere; na Itália, a Orquestra Sinfônica de Roma e a Orquestra do Ateneo, em Milão; na Dinamarca, a Filarmônica de Odense; na Escócia, a BBC Scottish Symphony; além de ter conduzido a Sinfônica Nacional da Colômbia e estreado no Festival Casals com a Sinfônica de Porto Rico. Na Argentina, rege regularmente a Filarmônica do Teatro Colón.

 

No Brasil, tem sido convidado a reger a Osesp, a Sinfônica Brasileira, as orquestras municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro, a Sinfônica do Paraná, a Petrobras Sinfônica, entre outras. Trabalhou com artistas de renome, como Alicia de Larrocha, Thomas Hampson, Frederica von Stade, Arnaldo Cohen, Nelson Freire, Antonio Meneses, Emanuel Ax, Gil Shaham, Midori, Evelyn Glennie, Kathleen Battle, entre outros.

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Mestre em Composição e em Regência pela Juilliard School de Nova York.

Dmitry Shishkin, piano

Medalhista de Prata no 16º Concurso Internacional Tchaikovsky e vencedor do 73º Concurso de Genebra, apresenta-se regularmente nos principais palcos do mundo, na Europa, Ásia, Américas e África, seja solo, como camerista ou junto a orquestras como a Sinfônica de Tóquio, a do Teatro Mariinsky, a Filarmônica de Varsóvia e a Nacional da Bélgica. É presença constante em festivais de prestígio como o Verbier, o de La Roque-d’Anthéron, o de Verão de Dubrovnik, o Radio France Occitanie Montpellier, o Internacional de Bergen, o Chopin e a sua Europa e o Pianístico Internacional de Brescia e Bergamo. Radicado na Suíça, iniciou seus estudos na Escola de Música Gnessin de Moscou, com Mikhail Khokhlov. Estudou com Eliso Virsaladze, no Conservatório Tchaikovsky de Moscou, com Epifanio Comis, no Conservatório Estatal “Vincenzo Bellini”, em Catânia, Sicília, e com Arie Vardi na Escola Superior de Música de Hanôver.

Repertório

 

Sergei Prokofiev (Sontsovka, Império Russo, hoje Ucrânia, 1891 – Moscou, Rússia, 1953) e a obra Concerto para piano e orquestra nº 3 em Dó maior, op. 26 (1917-1921)

 

Sergei Prokofiev dedicou seu Concerto para piano nº 3 ao poeta simbolista Konstantin Balmont, que lhe respondeu com um soneto que assim se inicia: “Triunfal braseiro de escarlate floração,/ o teclado das palavras com vaga-lumes brinca/ e em línguas de fogo também salta/ a provocar um rio de minério em fusão”. Composto para suas apresentações como pianista — como quase toda a sua obra para piano —, “o mais belo concerto do mundo moderno”, segundo o Daily Herald de Chicago, foi estreado em 16 de dezembro de 1921, por Prokofiev e a Sinfônica de Chicago regidos por Frederick Stock. Dois momentos precedem a sua criação: a escrita do tema do segundo movimento, em 1913, e o esboço de novas ideias (como o tema russo do clarinete, do início da obra), entre 1916 e 1917. Escrito efetivamente no verão de 1921, na Europa, o concerto foi gravado por Prokofiev em junho de 1932, com a Sinfônica de Londres, regida por Piero Coppola. Enquanto mudanças abruptas fazem do primeiro movimento uma espécie de “estudo em contrastes”, no segundo movimento, o tema no estilo de uma gavota — dança da corte francesa, popular entre os séculos XVI e XVIII — e suas cinco variações deixam transparecer o interesse do compositor pelo classicismo de Mozart e Haydn. Sarcasmo e ironia impregnam o apoteótico, mas também atmosférico, final.

Richard Strauss (Munique, Alemanha, 1864 – Garmisch-Partenkirchen, Alemanha, 1949) e a obra Don Juan, op. 20 (1888-1889)

Conhecido pela composição de poemas sinfônicos, que ele próprio define como ilustrações sonoras de enredos poéticos, Richard Strauss concluiu Don Juan em setembro de 1888. Entre as diferentes concepções da história, escolheu a do poema dramático do austríaco Nikolaus Lenau, cuja leitura lhe inspirou os temas musicais que anotou pela primeira vez em maio de 1888. O Don Juan de Lenau e de Strauss não tem a arrogância e o orgulho do ardoroso e insaciável Don Giovanni de Mozart, que, incapaz de sentir remorsos ou pedir perdão, morre desafiadoramente. Antes, é um homem fragilizado pela busca incessante de um ideal inacessível: a encarnação perfeita do eterno feminino. Não a encontrando nas tantas mulheres conquistadas, o herói, desiludido e tomado por um grande tédio, procura a morte em um duelo. Strauss incluiu na partitura 30 versos do poema de Lenau, agrupando-os em três blocos correspondentes às ideias que procurou evocar nos temas musicais: o desejo, a posse e o desespero. Obra de inspiração melódica arrebatadora, nela destacam-se o motivo majestoso das trompas, que representa o protagonista, o violino solo, que sugere uma Zerlina ingênua, e o oboé, que celebra as virtudes de Dona Ana.

Richard Strauss (Munique, Alemanha, 1864 – Garmisch-Partenkirchen, Alemanha, 1949) e a obra As travessuras de Till Eulenspiegel, op. 28 (1894-1895)

Os poemas sinfônicos, obras puramente orquestrais inspiradas em histórias, imagens ou conceitos filosóficos, dominaram a produção de Richard Strauss entre 1886 e 1898. Escrito entre 1894 e maio de 1895, As aventuras de Till Eulenspiegel explora “o expressivo território da ironia musical”, como bem diz o escritor Arthur Seidl, dedicatário da obra. Estreada em 5 de novembro de 1895, pela Orquestra Gürzenich de Colônia, regida por Franz Wüllner, a obra traduz em música alguns dos episódios da satírica história do mais famoso bufão da Europa medieval: Till Eulenspiegel, que Strauss chegou a considerar como possível tema para sua segunda ópera, cujo título seria “Till Eulenspiegel entre os Schildbürger”. O poema sinfônico se fundamenta na versão da história de Carl Simrock, de 1878, não na tradicional versão de Hermann Bote, de 1510. A música, como sugerem os 23 subtítulos que o próprio Strauss anotou em uma cópia da partitura de Wilhelm Mauke, evoca as travessuras “de um pateta trapaceiro”, um “duende malvado” que, depois de causar o caos em uma feira, zombar de religiosos e acadêmicos, e tentar seduzir belas moças, é preso, julgado e condenado à forca. Ao tema do “Era uma vez” — que retorna ao final — seguem-se os dois temas recorrentes do herói: o tema saltitante das trompas e o curto motivo da requinta (um clarinete mais agudo), que soa como um deboche.

 

Filarmônica de Minas Gerais

 

Série Presto

1º de outubro – 20h30

Sala Minas Gerais

 

Série Veloce

2 de outubro – 20h30

Sala Minas Gerais

Fabio Mechetti, regente

Dmitry Shishkin, piano

 

PROKOFIEV     Concerto para piano e orquestra nº 3 em Dó maior, op.26

R. STRAUSS     Don Juan, op. 20

R. STRAUSS     As travessuras de Til Eulenspiegel, op. 28

 

INGRESSOS:

R$ 50 (Mezanino), R$ 58 (Coro), R$ 58 (Terraço), R$ 84 (Balcão Palco), R$ 105 (Balcão Lateral), R$ 143 (Plateia Central) e R$ 185 (Balcão Principal).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana

— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado

— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo

São aceitos:

  • Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa
  • Pix

ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS

 

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação.

Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas.

O grupo recebeu numerosos prêmios e menções, sendo o mais recente o Prêmio Concerto 2024 na categoria CD/DVD/Livros, com o álbum com obras de Lorenzo Fernandez. A Orquestra já havia recebido Prêmio Concerto 2023 na categoria Música Orquestral, por duas apresentações realizadas no Festival de Inverno de Campos do Jordão, SP, o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano.

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, Filarmônica na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto.

 A Orquestra possui 20 álbuns gravados, entre eles sete integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty. O álbum Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, foi indicado ao Grammy Latino 2020.

Ainda em 2020, a Filarmônica inaugurou seu próprio estúdio de TV para a realização de transmissões ao vivo de seus concertos, totalizando hoje mais de 100 concertos transmitidos em seu canal no YouTube, onde se podem encontrar diversos outros conteúdos sobre a orquestra e a música de concerto.

A Filarmônica realiza também diversas apresentações por cidades do interior mineiro e capitais do Brasil, tendo se apresentado também na Argentina e Uruguai. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concertos do país nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, além de um concerto a céu aberto, no Jardim da Torre de Belém, como parte da programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa.

A sede da Filarmônica, a Sala Minas Gerais, foi inaugurada em 2015, sendo uma referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico. Considerada uma das principais salas de concertos da América Latina, recebe anualmente um público médio de 100 mil pessoas.

A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Filarmônica vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

Leo Junior
Leo Juniorhttps://viralizabh.com.br
Bacharel em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário UNA, graduado em Marketing pela Unopar e pós graduado em Marketing e Negócios Locais e com MBA em Marketing Estratégico Digital, é um apaixonado por futebol e comunicação além de ser Jornalista certificado pelo Ministério do Trabalho.
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