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Cemig e SENAI são finalistas de prêmio da UNESCO com projeto junto ao povo Maxakali

Iniciativa levou formação em segurança elétrica aos indígenas, em Minas Gerais, e disputa reconhecimento internacional de inovação na educação profissional

A Cemig, junto com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), está entre os três finalistas do UNESCO-UNEVOC Global Awards for Innovation in TVET, premiação internacional voltada a iniciativas inovadoras de ensino e formação técnica e profissional. O resultado será anunciado em 2 de dezembro de 2026.

A indicação internacional reconhece uma iniciativa desenvolvida junto ao povo Maxakali, em parceria também com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o Ministério Público Federal e a Fundação Nacional dos Povos indígenas (Funai), para ampliar a segurança no uso da energia elétrica entre os indígenas.

Construído a partir de uma realidade complexa enfrentada pelo povo Maxakali, o projeto uniu conhecimento técnico, educação profissional e respeito às particularidades culturais da comunidade para enfrentar riscos relacionados às instalações elétricas nas aldeias. Foram ministrados cursos e entregues materiais para adequação das instalações.

Além disso, no ano passado, a Cemig lançou uma cartilha bilíngue, em português e Maxakali, voltada ao uso seguro da energia. As ilustrações foram produzidas com participação dos próprios indígenas, incluindo representações de situações de risco e de comportamentos seguros. O material foi distribuído para todos das aldeias atendidas e em escolas estaduais indígenas.

Para o engenheiro de Eficiência Energética da Cemig, Matheus Herzog, “estar entre os três finalistas de uma premiação internacional comprova o sucesso do projeto e a importância de nos unirmos em benefício da garantia dos direitos dos povos indígenas. Para a Cemig, como distribuidora de energia elétrica, a segurança e a preservação da vida são pilares fundamentais. A parceria com o Senai e o apoio de diversos órgãos de justiça foram essenciais para criarmos essa iniciativa inédita, pensada a partir das reais necessidades das comunidades indígenas”, destaca.

Treinamento “Segurança no manejo da energia elétrica”

Desde o início de 2024, a Cemig se uniu ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) para atender a uma demanda articulada pelo Ministério Público Federal e Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O objetivo era levar treinamentos aos indígenas Maxakali para que eles tivessem conhecimentos básicos sobre as ligações elétricas que fazem no dia a dia.

Em setembro de 2024, as entidades realizaram um projeto-piloto na Aldeia Manoel Damásio, localizada em Bertópolis, quando o Senai apresentou uma tecnologia inédita, criada para as necessidades e especificidades dos indígenas Maxakali. Dado o fato de que são povos seminômades, as mudanças dentro do território são comuns, o que exigiu que as estruturas elétricas também fossem movimentadas.

Para facilitar a interação com a energia elétrica, o Senai desenvolveu, portanto, dois tipos de quadros de energia: um externo à oca, que permite a ligação de até quatro residências de forma simples e fácil; e o chamado quadra da oca, que concentra tomadas e interruptores em um só local, reduzindo o número de emendas, e conta com um dispositivo de segurança que protege os usuários contra choques elétricos.

Além da tecnologia, o Senai foi responsável por ministrar os cursos. Já os quadros de energia e demais materiais necessários aos treinamentos e regularização das instalações elétricas foram fornecidos de forma gratuita pela Cemig, por meio do Programa de Eficiência Energética, que é regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), e tem como objetivo incentivar o uso seguro e sustentável da energia.

Resultados

Ao todo, 108 indígenas foram capacitados. A partir da turma-piloto em 2024, o projeto avançou com novos atendimentos nas comunidades de Pradinho e Água Boa, totalizando 357 ocas em 28 aldeias.

Além da formação, a Cemig forneceu todos os materiais para adequação das instalações e atuou em todas as etapas do projeto. Foram adquiridas 357 caixas destinadas às ocas e 126 caixas de passagem, além de ferramentas, fiação, soquetes, lâmpadas de LED e outros itens necessários às intervenções.

“A proposta foi juntar as duas coisas: capacitar os indígenas para que, no futuro, possam fazer pequenas extensões internas com mais segurança e, ao mesmo tempo, fornecer os materiais necessários para as adequações imediatas”, explica Matheus Herzog.

Fotos

Crédito: Cemig divulgação

Classificação: Público

Leo Junior
Leo Juniorhttps://viralizabh.com.br
Bacharel em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário UNA, graduado em Marketing pela Unopar e pós graduado em Marketing e Negócios Locais e com MBA em Marketing Estratégico Digital, é um apaixonado por futebol e comunicação além de ser Jornalista certificado pelo Ministério do Trabalho.
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