segunda-feira, fevereiro 26, 2024
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Profissionais de eventos marcam manifestação para segunda-feira em frente à PBH

Ato, que acontece no dia 07 de fevereiro, é organizado por 11 entidades que pedem a revogação da determinação de que público dos eventos devem apresentar comprovante de vacinação e teste negativo para a Covid-19, já que até então, era exigido um ou outro

Recentemente, a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (PBH) divulgou a determinação que, para participar de eventos, qualquer pessoa terá que apresentar o comprovante de vacinação contra a Covid-19 e o teste negativo. A exigência que é válida para atividades de casas de shows e espetáculos, casas de festas, discotecas, danceterias, salões de dança, circos, jogos de futebol, shows musicais, além de outras iniciativas. A medida, que impacta diretamente o setor de eventos, é questionada por entidades que representam o segmento e, por isso, uma manifestação é organizada para o dia 07 de fevereiro, segunda-feira, às 10h, em frente à sede do poder executivo municipal (Av. Afonso Pena, 1212, Centro).

De acordo com o presidente da Associação Mineira de Eventos e Entretenimento (AMEE), Rodrigo Marques, toda a cadeia de eventos foi a mais prejudicada desde o início da pandemia e a determinação do executivo municipal vai atrapalhar ainda mais quem busca se reerguer após quase dois anos sem faturar. “Nós consideramos que a determinação da Prefeitura de Belo Horizonte de apresentar comprovante de vacina e o teste negativo pode inviabilizar muitas iniciativas no segmento de eventos. O custo para o público vai aumentar, pois os testes não são baratos e isso quando houver a disponibilidade de testes, pois o que temos visto é que existe uma escassez diante da grande demanda”, aponta.

Segundo o presidente da AMEE, os produtores de eventos pedem, apenas, mais sensibilidade do poder público nas decisões que envolvem famílias que vivem dos serviços do setor e estão pedindo socorro. “As medidas vão impactar diretamente no produtor de eventos, que, mais uma vez, é penalizado. É importante ressaltar que não estamos querendo realizar tudo a qualquer custo. O que pedimos é que o poder público tome as decisões com sensatez. Inclusive, formalizamos um ofício à Prefeitura de Belo Horizonte solicitando que a medida seja reavaliada e que se exija ou o teste negativo ou o cartão de vacinação, da forma como estava sendo feito”, conclui Rodrigo Marques.

O ofício mencionado pelo presidente da AMEE, que foi entregue à PBH em 28 de janeiro,  pode ser visto abaixo na íntegra.

 

As Entidades abaixo assinadas, todas representativas do Setor de Eventos, vem à presença do Comitê de Enfrentamento à COVID expor e ao final requerer o seguinte:

 

No dia 26/01/2022, em entrevista coletiva, foi anunciado que os eventuais frequentadores de eventos deverão apresentar, concomitantemente, a partir de 31/01/2022:

  • Comprovante de Vacinação;
  • Teste negativo para COVID

No entanto, é importante destacar que:

  1. Conforme dados apresentados em entrevista coletiva, afirmou este Prefeito que a maioria absoluta dos internados, seja em enfermaria ou UTI, são aqueles que se recusaram a vacinar. Ou seja, se a pessoa estiver vacinada, não terá sintomas graves e muito menos colocará em colapso o sistema de saúde da Desta forma, bastaria uma das comprovações para se diminuir riscos e possibilitar com que as pessoas frequentem os eventos.

 

  1. Foi afirmado que a volta às aulas daqueles inseridos na faixa etária de 05 a 11 anos acontecerá no dia 14/02/2022 com a finalidade única de garantir que crianças nesta faixa etária sejam vacinadas, ou seja, não há qualquer limitação para frequentar salas de aulas por aqueles que foram vacinados, o que podemos comparar à realização de um

 

Importante destacar que durante a coletiva foi destacado que não seria justo com crianças desta faixa etária iniciar as aulas sendo que haverá vacinas e a vacina protege em até 90% o risco de complicações caso seja infectado pelo vírus.

 

Diante da comparação entre a decisão do comitê em relação à volta às aulas e restrição a eventos, percebemos que pode haver uma dissonância. Para estar em sala de aula basta estar ou ter tido a chance de se vacinar. Já para estar em um evento, há a necessidade de teste negativo para COVID 19 e a comprovação de vacinação.

 

  1. Conforme noticiado fartamente e cita-se como exemplo reportagem do Portal Estado de Minas o teste de COVID 19 em Belo Horizonte tem passado por falta de testes COVID e há grandes filas nos laboratórios, além do prazo         para                    resultados               estarem       alongados: https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2022/01/18/interna_gerais,1338343/ teste-de-covid-19-tem-fila-e-estoque-em-baixa-em-bh.shtml

 

Este praticamente impossibilita que a pessoa consiga, a tempo, um teste para a COVID. Além do mais a exigência de teste negativo para COVID 19 trará impacto na rede laboratorial que pode não conseguir, sequer, suprir a demanda.

 

  1. Durante a coletiva ficou evidente que o objetivo a ser alcançado é a cobertura vacinal do maior número de pessoas possível, pois conforme reportagem do portal UOL, que é uma fonte confiável de informação, o pediatra e infectologista Renato Kfouri corrobora com este objetivo, pois demonstra que o risco de contaminação para vacinados existe, porém o risco de desenvolvimento de sintomas mais graves, internações e hospitalizações é praticamente nulo entre os

 

Assim, fica claro que a exigência de vacinação cumpre o objetivo de tentar alcançar o maior número de pessoas com o ciclo de vacinação completo, ao passo que exigir o teste negativo para COVID 19 não agrega em nada nesta árdua missão de conscientizar todos da importância da vacina. https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/bbc/2022/01/03/por-que-vacinados- ainda-podem-pegar-covid-e-isso-nao-e-falha-do-imunizante.htm

 

  1. De uma forma geral o que se tem visto é o cancelamento de eventos públicos em que não há controle de público diferente do que ocorre em eventos privados e com controle efetivo dos

Desta forma, os abaixo-assinados, representantes do Setor de Eventos, solicitam que o Comitê de Enfrentamento à COVID estude a possibilidade de que seja exigido para o frequentador de eventos a comprovação de vacinação ou o teste negativo para COVID19.

Tal medida, com certeza auxiliará no objetivo de incentivar as pessoas a se vacinarem bem como compatibilizará segurança sanitária com a atividade de lazer tão necessária para a preservação da sanidade mental de todos que tem sofrido os impactos de restrição em decorrência da pandemia.

Importante destacar que a medida preservará a cultura e a sobrevivência de famílias que dependem do retorno do setor de eventos, pois como dito já se foram 02 (dois) anos em que o Setor de Eventos se sacrificou e entendeu que este sacrifício talvez fosse necessário, pois não tínhamos vacina e os efeitos da contaminação pelo vírus poderia ser mortal, porém, o momento atual é completamente diferente e é o momento de se ter razoabilidade preservando a saúde a vida e os empregos e subsistência dos que dependem da cadeia produtiva dos eventos.

Hoje com vacinas disponíveis e com efeitos da contaminação minimizados é o momento de se equacionar as medidas protetivas à vida, permitindo com que os vacinados e não contaminados possam ter um pouco da normalidade de volta, sendo importante destacar que durante a coletiva foi enfatizado a todo momento a importância da vacina e que aqueles que se vacinaram cumpriram o seu dever e, justamente por isso, seria justo e necessário que estes pudessem participar de eventos, o que preservaria empresas, empregos e garantiria o retorno à normalidade para os que se vacinaram.

Por último, destacam a atuação do Prefeito Alexandre Kalil e do Comitê Epidemiológico durante o enfrentamento desta pandemia, atuação esta reconhecida mundialmente e justamente por isso é que se solicita o atendimento a este justo pedido que não coloca em risco a segurança sanitária.

 

Serviço:

Manifestação dos profissionais do setor de eventos

Data: 07 de fevereiro, segunda-feira

Horário: 10h

Local: em frente à Prefeitura de Belo Horizonte (Av. Afonso Pena, 1212, Centro)

Leo Junior
Leo Juniorhttps://viralizabh.com.br
Bacharel em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário UNA, graduado em Marketing pela Unopar e pós graduado em Marketing e Negócios Locais e com MBA em Marketing Estratégico Digital, é um apaixonado por futebol e comunicação além de ser Jornalista certificado pelo Ministério do Trabalho.
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