quarta-feira, junho 12, 2024
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Mesa redonda no Parque do Palácio: Preservação e perspectivas para o patrimônio modernista em Belo Horizonte

Oscar Niemeyer e um olhar sobre suas obras em Minas Gerais

Sobre “Niemeyer”

Fotografias do fotógrafo Jomar Bragança que retratam prédios icônicos desenhados pelo maior arquiteto do país em Belo Horizonte estão reunidas na exposição “Niemeyer”, que ocupa o segundo andar do Palácio das Mangabeiras, no Parque do Palácio.

“Esta exposição é um pequeno recorte de um trabalho mais extenso: o exercício do olhar sobre a obra de Niemeyer. Exercício que busca o diálogo entre a visão do fotografo sobre a arquitetura e a visão do arquiteto sobre a fotografia, investigando e identificando a natureza dessas relações e a trama de seus diálogos” explica Jomar.

A exposição segue por tempo indeterminado.

História

Juscelino Kubitschek é o responsável pelo surgimento e consolidação da arquitetura e do design modernista brasileiro. Em 1940, o novo prefeito contrata o jovem, talentoso e desconhecido arquiteto Oscar Niemeyer, a quem encomenda o projeto que deve mudar a paisagem da Pampulha.

Juscelino chega à presidência junto com a Bossa Nove e ajuda a construir, junto com esta modernidade, um tempo de transformação e otimismo. Esta exposição é uma homenagem ao prefeito, governador e Presidente da República que encomendou também o projeto da construção do Palácio dos Mangabeiras.

Minas Gerais tem dezenas de obras de Oscar Niemeyer e Belo Horizonte é a segunda cidade do Brasil em volume de obras do arquiteto.

Sobre (i) móveis

Estreia dia 02 de fevereiro, no Parque do Palácio, a exposição “(i)móveis”, do arquiteto e designer Porfírio Valladares, que explora a relação entre morar em prédios e os móveis gaveteiros. “Produzi com as técnicas da marcenaria fina artesanal vários gaveteiros que se confundem com grandes maquetes de prédios de apartamentos” explica Porfírio. “Fico oscilando entre estes dois pólos: ora vejo tudo que produzi como uma espécie de Copacabana um pouco menos aterrorizadora que a real, ora vejo os (i)móveis como uma coisa afetiva; eu sempre gostei de gavetas e acho confortável a sensação de que os objetos de que eu gosto estão protegidos do olhar alheio, escondidos nas gavetas”.

A ideia surgiu a partir do pensamento sobre “morar em gavetas”, e por meio desses objetos, Porfírio faz uma analogia das gavetas com as moradias urbanas e a vida nas grandes cidades. “Pensei em construir uma cidade com eles. Originalmente produzi 18 prédios/gaveteiros inventados por mim. Não são réplicas de prédios existentes, mas remetem à imagem de estilos de época que foram ou ainda são recorrentes na produção de moradias pelo mercado imobiliário. Pode-se ver o Art Déco, o Modernismo, o Neoclassicismo, o Brutalismo e por aí vai”, completa ele.

Os prédios anônimos, de arquitetura ordinária e comum foram a fonte de inspiração. Por isto, não é difícil identificar elementos de estilos de época na “arquitetura” de alguns dos (i)móveis. Eles espelham o que se vê nas ruas das cidades, desde que se começou a construir prédios até os dias de hoje. São prédios que também são móveis e ao mesmo tempo, arte.

Para esta exposição no Parque do Palácio, serão 10 prédios/gaveteiros expostos e que estarão à venda. “A mostra é também uma homenagem ao meu amigo Zé Dias, marceneiro talentoso que me acompanha desde o início, há mais de 35 anos, e que construiu ao meu lado os (i)móveis durante 2 anos” conta Porfírio.

Texturas e tons das estrias da madeira, o corte e o encaixe, os elementos vazados e os acabamentos perfeitos revelam a poética das obras utilitárias. Todos os (i)móveis apresentados são gaveteiros, caixas dentro de caixas, que podem ‘guardar’ coisas de maneira organizada ou não. As peças foram elaboradas com freijó maciço, lâminas aplicadas sobre painéis de compensado multilaminado, e lâminas de imbuia para fazer as vezes de vidro, todas encaixadas, coladas e envernizadas.

“Meus (i)móveis não se inscrevem na instância da arte, na medida em que servem para guardar e organizar coisas. Mas acabo ficando em dúvida. Para mim, eles também servem para guardar sonhos e fantasias”, finaliza Porfírio.

 

A exposição chega a Belo Horizonte depois de passar por SP e fica em cartaz até abril.

Sobre Porfírio Valladares

Arquiteto e designer de móveis; mestre em Arquitetura e Urbanismo (2012) pela Universidade Federal de Minas Gerais e graduado em Arquitetura e Urbanismo (1980) pela mesma instituição. Especialista em Arte Contemporânea pela Escola Guignard (UEMG, 2003). Sua pesquisa acadêmica investiga, tanto na arquitetura quanto no design de móveis, as possibilidades construtivas da madeira. De 2002 a 2011 foi professor na Universidade FUMEC, nos cursos de Arquitetura e Design de Interiores, e de 2002 a 2004 foi Professor Substituto no Curso de Arquitetura da UFMG. Possui experiência na área de Arquitetura, com ênfase em projetos residenciais e institucionais. Desde 1980 trabalha com design de produto, principalmente na área de mobiliário e complementos. Destaca-se, em ambas as áreas, por mostras e premiações nacionais e internacionais.

http://www.porfiriovalladares.com
Instagram: @porfiriovalladares

 

Sobre Parque do Palácio

O Parque do Palácio é destino de contemplação e descanso, e conta também com intensa programação gastronômica e cultural. Uma casa de campo em plena cidade, distribuída em 42 mil m² de área e pensada para todos.

Localizado no Palácio das Mangabeiras, antiga residência do governador do estado, projeto atribuído a Oscar Niemeyer e com paisagismo de Burle Marx ainda não implementado (um dos projetos em andamento), o Parque permite diversas possibilidades. “Além do atrativo histórico, a natureza abundante é propícia ao lazer, à contemplação e às interações, tudo isso de forma segura” explica João Grillo, gestor do espaço. “O Parque do Palácio também foi pensado para receber e promover eventos culturais e de negócios“, completa.

Uma programação cultural que contempla todas as idades – com atividades infantis e música ao ar livre, o Parque do Palácio se firma como destino para belo-horizontinos e turistas que visitam a cidade.

Vale ainda ressaltar que o projeto não é financiado pelo Estado e está sob a gestão da empresa Grifa e Malab Produções, por meio de acordo de parceria com a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) e a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH).

 

Brunch:

De quarta a sexta-feira, das 10h às 18h, sábado e domingo, das 09h às 18h, o Parque do Palácio oferece um maravilhoso brunch aos pés da Serra do Curral promovido pelo Café Magrí.

Com uma curadoria de produtos sustentáveis, sem conservantes e de pequenos produtores da região, o menu é sazonal e oferece os melhores cafés da temporada.

 

Oficina de Bolhas:

As manhãs de domingo são para Oficina de Bolhas de sabão! O encontro acontece sempre das 10h às 12h. (*Exceto dias de chuva)

A oficina contempla crianças e adultos de todas as idades!

 

Serviço:

Horários:

Parque:

Quarta a sexta: 10h00 às 18h00.

Sábado e domingo: 09h00 às 18h00

 

Café Magri:

Quarta a sexta: 10h00 às 18h00

sábado e domingo: 09h00 às 18h00

Reservas: +55 31 8517-0928

 

Endereço: Rua Djalma Guimarães, 161 Palácio das Mangabeiras Portaria 2 – Mangabeiras, Belo Horizonte

Ingressos: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia entrada). Entrada franca às quartas-feiras mediante retirada de ingresso sympla.

www.instagram.com/parquedopalacio_

www.parquedopalacio.com

 

É permitido entrar com animais domésticos na coleira

Leo Junior
Leo Juniorhttps://viralizabh.com.br
Bacharel em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário UNA, graduado em Marketing pela Unopar e pós graduado em Marketing e Negócios Locais e com MBA em Marketing Estratégico Digital, é um apaixonado por futebol e comunicação além de ser Jornalista certificado pelo Ministério do Trabalho.
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