quarta-feira, junho 12, 2024
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De 21 a 25/11 – ​“AML no Centenário da Semana de Arte Moderna de 22” apresenta cinco palestras sobre o universo modernista

A Academia Mineira de Letras, através de sua Universidade Livre, dá sequência às comemorações de 100 anos da Semana de Arte Moderna com o evento “AML no Centenário da Semana de Arte Moderna de 22”. Serão realizadas cinco palestras, de 21 a 25 de novembro, com temas diversos do universo modernista. Entre os convidados estão os acadêmicos Caio Boschi, que apresenta “Breve passeio por um momento agora centenário”, Angelo Oswaldo que fala sobre “Modernismo São Paulo/Minas”, Maria Esther Maciel que aborda “Os animais e a ecologia na trajetória poética de Drummond, Wander Melo Miranda com “Graciliano Ramos, antimodernista”, e Maria Antonieta Cunha que discute “Drummond, para além do modernismo”. Participação gratuita, sempre às 19h.

O evento acontece no âmbito do Plano Anual de Manutenção AML (PRONAC 203709), realizado mediante a Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Unimed-BH – por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e duzentos médicos cooperados e colaboradores – e da CEMIG. Copatrocínio da Tambasa.

No dia 21 de novembro, Caio Boshi apresenta a palestra “Breve passeio por um momento agora centenário” e reflete sobre o sentido e significado das comemorações, o contexto histórico de 1922, acontecimentos relevantes e a busca por um Brasil Moderno.

No dia seguinte, 22, é a vez de Angelo Oswaldo falar sobre “Modernismo São Paulo/Minas”. A Semana de 22 foi o estuário de um movimento que emergia no Brasil, sob influência de correntes inovadoras do fim/começo de século na Europa. Dois anos depois, uma nova semana marcou o calendário do modernismo no país. Foi a Semana Santa de 1924, durante a qual um grupo de modernistas de São Paulo, tendo à frente Mário, Oswald e Tarsila, excursionou pelas cidades históricas de Minas Gerais. Ao lado do francês Blaise Cendrars, eles “redescobriram” o Brasil, reciclaram caminhos e impulsionaram as vertentes mineiras do modernismo, logo em seguida agrupadas na Rua da Bahia, em Belo Horizonte, e na revista “Verde”, de Cataguases.

Maria Esther Maciel, por sua vez, apresenta “Os animais e a ecologia na trajetória poética de Drummond“, no dia 23 de novembro. Carlos Drummond de Andrade levou, desde seus primeiros livros, a vida dos animais e as preocupações de ordem ecológica para a sua poesia, tendo sido um precursor brasileiro do que hoje se denomina “zoopoética”. A palestra enfoca a relação entre poesia, animalidade e ecologia no conjunto da obra drummondiana.

Já no dia 24 de novembro, Wander Melo Miranda apresenta “Graciliano Ramos, antimodernista“. O professor mostra a relação crítica de Graciliano Ramos com o movimento modernista de 1922, além de destacar acertos e equívocos do movimento, tendo em vista o resultado obtido pela produção de seus escritores mais importantes.

Para finalizar a semana, Maria Antonieta Cunha apresenta, no dia 25 de novembro, “Drummond, para além do modernismo”. Na ocasião, ela explica que a obra de Carlos Drummond de Andrade, iniciada no Modernismo, por muitos motivos ultrapassa esse movimento, e tem ramificações diversas, flertando com o Concretismo e a poesia visual, mas não só.

Sobre os palestrantes:

O historiador Caio César Boschi é professor na PUC Minas e aposentado do Departamento de História da UFMG; membro da Academia Mineira de Letras onde ocupa a cadeira 30; sócio emérito do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Angelo Oswaldo de Araújo Santos ocupa a cadeira 3 da Academia Mineira de Letras. É jornalista, escritor, curador de arte, advogado e gestor público. Foi presidente nacional do IPHAN e do IBRAM e secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais, durante dois governos, e exerce hoje o quarto mandato de prefeito de Ouro Preto. Foi ministro interino da Cultura do professor Celso Furtado, sendo seu chefe de gabinete. É membro do IHGB, do IHGMG, da Academia Nacional de Arte do Brasil e da Academia Nacional de Belas Artes de Portugal.

Poeta, ensaísta, ficcionista e professora de literatura da UFMG e da UNICAMP, Maria Esther Maciel nasceu em Patos de Minas (MG) e vive em Belo Horizonte. Publicou vários livros em diferentes gêneros literários, como Triz (poesia, 1998), A memória das coisas (ensaios, 2004, finalista do Prêmio Jabuti), O livro de Zenóbia (prosa/poesia, 2004, finalista do Prêmio Portugal Telecom), O livro dos nomes (ficção, 2009, menção especial do Prêmio Casa de las Américas e finalista dos principais prêmios literários brasileiros), A vida ao redor (crônicas, 2014, semifinalista do Prêmio Oceanos), Literatura e animalidade (ensaio, 2016, 2ª. edição em 2021) e Longe, aqui. Poesia incompleta 1998-2019. Lançou, em 2021, Pequena enciclopédia de seres comuns, pela editora Todavia. Ocupa a cadeira 15 da Academia Mineira de Letras. Dirige a revista Olympio – literatura e arte.

Wander Melo Miranda é professor emérito da Faculdade de Letras da UFMG e professor visitante do Programa de Pós-Graduação em Crítica Cultural da UNEB. Foi diretor da Editora UFMG (2000-2015). Autor de Corpos escritos: Graciliano Ramos e Silviano Santiago (1992, 2009. Tradução chilena: Cuerpos escritos; memoria y autobiografía. 2002), Graciliano Ramos (2004), Nações literárias (2010), Os olhos de Diadorim e outros ensaios (2019), entre outros. Ocupa a cadeira 7 da Academia Mineira de Letras.

Maria Antonieta Antunes Cunha é mineira, de Ribeirão Vermelho. Foi professora da FALE/UFMG (graduação e pós-graduação) e na Especialização da PUC-MG, onde lecionou Estilística do Português e coordenou e deu aulas nos cursos de Literatura Infantil e Arte-Educação. Foi Presidente da Câmara Mineira do Livro em dois mandatos. Foi Secretária Municipal de Cultura e Presidente da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte. Criou e dirigiu por dois anos A Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de BH. Criou e foi diretora cultural da Editora Miguilim. Foi do Conselho Diretor da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), entre outros cargos. Tem mais de 30 livros publicados, entre de pesquisa e didáticos. Foi Secretária Executiva do Plano Nacional do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteconomia. É editora de Literatura da Editora Dimensão. Ocupa atualmente a cadeira 9 da Academia Mineira de Letras.

 

SERVIÇO:

Academia Mineira de Letras

AML no Centenário da Semana de Arte Moderna de 22

Breve passeio por um momento agora centenário”, com Caio Boschi 

Data: 21 de novembro, às 19h

 

“Modernismo São Paulo/Minas”, com Angelo Oswaldo

Data: 22 de novembro, às 19h

Os animais e a ecologia na trajetória poética de Drummond“, com Maria Esther

Data: 23 de novembro, às 19h

“Graciliano Ramos, antimodernista“, com Wander

Data: 24 de novembro, às 19h

“Drummond, para além do modernismo”, com Maria Antonieta Cunha

Data: 25 de novembro, às 19h

Local: AML – R. da Bahia, 1466 – Centro

Entrada gratuita

 

Instituto Unimed-BH

Associação sem fins lucrativos, o Instituto Unimed-BH, desde 2003, desenvolve projetos socioculturais e ambientais visando à formação da cidadania, estimular o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentar a economia criativa, valorizar espaços públicos e o meio ambiente. Ao longo de sua história, o Instituto destinou cerca de R$155 milhões por meio das Leis municipal e federal de Incentivo à Cultura, fundos do Idoso e da Infância e Adolescência, com o apoio de mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. No último ano, mais de 6,5 mil postos de trabalho foram gerados e 4,8 milhões de pessoas foram alcançadas por meio de projetos em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Acesse www.institutounimedbh.com.br  e saiba mais.

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De onde vem a nossa força?

 A Cemig, maior patrocinadora cultural de Minas Gerais, acredita na importância e na valorização da arte e da cultura para o desenvolvimento humano, econômico e social de uma população como possibilidade do alcance de um futuro melhor para as novas gerações.

 A preocupação da empresa em promover a socialização e a democratização do acesso aos bens culturais do estado se baseia principalmente no compromisso da Cemig com a transformação social e inclusão, uma oportunidade de dialogar e trazer melhorias para a comunidade.

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Leo Junior
Leo Juniorhttps://viralizabh.com.br
Bacharel em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário UNA, graduado em Marketing pela Unopar e pós graduado em Marketing e Negócios Locais e com MBA em Marketing Estratégico Digital, é um apaixonado por futebol e comunicação além de ser Jornalista certificado pelo Ministério do Trabalho.
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