quinta-feira, junho 20, 2024
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7 e 8/5 – Concerto inédito “O novo mundo” – Orquestra Sinfônica e Coral Lírico de Minas Gerais

"O Novo Mundo" terá obras clássicas de Verdi, Puccini e Dvořák, sob regência de Oliver Weder; haverá, ainda, participação da soprano Melina Peixoto e do barítono Pedro Viana.

Sinfônica ao Meio-Dia

Data: 7 de maio (quarta-feira)

Horário: 12h

Local: Grande Teatro Cemig Palácio das Artes

(Av. Afonso Pena, 1537, Centro, Belo Horizonte)

Classificação indicativa: 10 anos

Entrada gratuita

Concertos da Liberdade – “O Novo Mundo”

Data: 8 de maio (quarta-feira)

Horário: 20h

Local: Grande Teatro Cemig Palácio das Artes

(Av. Afonso Pena, 1537, Centro, Belo Horizonte)

Classificação indicativa: 10 anos

Valor dos ingressos: R$30 a inteira e R$15 a meia-entrada

Informações para o público: (31) 3236-7400

Sob a regência do renomado maestro alemão Oliver Weder, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG), juntamente com o Coral Lírico de Minas Gerais (CLMG), apresenta “O Novo Mundo”, com um programa composto por obras de Antonín Dvořák e dos italianos Giuseppe Verdi e Giacomo Puccini, compositores essenciais para a música clássica. A apresentação ocorre na quarta-feira (8/5) às 20h, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, com participação do Coral Infantojuvenil Palácio das Artes, da soprano Melina Peixoto e do barítono Pedro Viana. Os ingressos, que já estão à venda no site, têm preços populares: R$30 a inteira e R$15 a meia-entrada. No dia anterior ao concerto, terça-feira (7/5), às 12h, será apresentada ao público mais uma edição do projeto “Sinfônica ao Meio-Dia”, com parte do programa e entrada gratuita.

A “Sinfonia do Novo Mundo” ganhou visibilidade mundial, em 1969, na histórica missão Apollo 11, que marcou a primeira vez em que o homem pisou na lua. O astronauta Neil Armstrong levou consigo uma gravação da “Sinfonia do Novo Mundo”, de Dvořák. Embora tenha sido composta por um tcheco, a obra se tornou um ícone da cultura estadunidense.

O concerto marcará a primeira vez do regente Oliver Weder no Brasil. Ele, que é Maestro Titular de uma das orquestras mais antigas da Alemanha, a Orquestra Sinfônica de Thüringen (cuja história remonta ao século XVII), e Diretor Geral de Música do Teatro de Rudolstadt, conta que está animado para conhecer Minas Gerais e o Palácio das Artes. “Só conheço sua maravilhosa maestra Ligia Amadio, e ela me convidou e confiou em mim para reger seus incríveis músicos. Acho que iremos ter uma ótima experiência apresentando este programa lindamente escolhido para o nosso público. Sou um maestro de ópera, e vocês têm um grande coral, então foi uma escolha natural colocar trechos de coros de óperas famosas na primeira parte do programa. Como precisávamos de uma segunda parte igualmente popular, o que poderia ser melhor do que a ‘Sinfonia do Novo Mundo’, de Antonín Dvořák?”, conta Oliver. Pelo nome, a sinfonia pode não parecer tão familiar para o público, mas é frequentemente usada no cinema e está presente na trilha sonora de filmes como “Os Infiltrados” (2006), “Quarteto Fantástico” (2005) e “Barbie como Rapunzel” (2002). 

O Ministério da Cultura, o Governo de Minas Gerais e a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam “Concertos da Liberdade – O Novo Mundo”. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm Patrocínio Master da Cemig e Instituto Cultural Vale, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH e da ArcelorMittal e correalização da APPA – Cultura e Patrimônio. Governo Federal, Brasil. União e Reconstrução.

Uma celebração de Verdi, Puccini e Dvořák – Giuseppe Verdi e Giacomo Puccini são dois dos mais renomados compositores italianos e ambos deixaram um legado duradouro na ópera e na música clássica em geral. A primeira obra a ser interpretada no dia 8 será a introdução de “Nabucco”, de Verdi, ópera que foi um ponto de virada crucial na carreira do autor, resgatando-o de um período difícil em que considerou abandonar a música. Esta obra, que narra a história do rei da Babilônia e a expulsão dos judeus de sua terra, é reconhecida como um dos maiores triunfos artísticos do compositor italiano, e sua composição emotiva fez de Verdi uma figura de destaque e um símbolo nacional. 

Em seguida, virão trechos de “Le Villi” (As fadas), “La Rondine” (A andorinha), “Turandot” e “Tosca”, de Puccini, e os dois últimos contarão com a participação do Coral Infantojuvenil Palácio das Artes. Bruno Thadeu, regente do grupo, explica que dentro da Sinfônica e do Coral Lírico estão os profissionais que já têm uma jornada na música e são os maiores exemplos para os cantores do Coral Infantojuvenil. “A possibilidade das crianças trabalharem com suas inspirações é, talvez, o principal motivador para elas. Toda vez que há essa participação junto da Orquestra, do Coral Lírico, a gente percebe que os meninos têm um brilho no olhar diferenciado, exatamente por se aproximarem dos seus ídolos. Da minha parte, na regência, é um desafio técnico também, porque preparar trechos de óperas que tem esse renome e essa história – como é o caso das que eles vão participar, ‘Turandot’ e ‘Tosca’ –, é sempre um desafio técnico, e engloba, ainda, a organização do grupo, que hoje é composto por 34 crianças e adolescentes”, detalha Bruno Thadeu. 

As obras de Puccini são frequentemente encenadas em teatros em todo o mundo e continuam a cativar o público com suas narrativas. Puccini era um mestre na criação de personagens complexos e na representação de emoções humanas universais. “Le Villi”, sua primeira incursão no gênero de ópera, é inspirada em uma lenda popular sobre espíritos de mulheres que vagam pela floresta em busca de vingança e marcada pela intensidade das melodias. Em “La Rondine”, Puccini apresenta uma história de amor e sacrifício, ambientada em Paris, com uma partitura melancólica. “Turandot”, seu último trabalho, é um épico grandioso, com temas musicais de origem chinesa. Já em “Tosca”, uma de suas obras mais aclamadas e populares, o compositor cria um drama trágico sobre a paixão, ambientado na Itália às vésperas do século XIX. 

Para encerrar a primeira parte do programa, o barítono Pedro Vianna, do Coral Lírico de Minas Gerais, participará de uma ária como solista. “As expectativas são as melhores possíveis para voltar ao palco do Grande Teatro Cemig Palácio das Artes depois de pouco mais de um ano ausente como solista, e, para esse reencontro musical, nada melhor do que Puccini no programa. Terei o prazer de subir ao palco acompanhado da querida Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, para interpretar um dos trechos mais famosos da ópera ‘Tosca’, cantado pelo personagem Scarpia, sendo esse um dos mais sublimes do repertório romântico. Além disso, haverá o ilustre acompanhamento do Coral Lírico de Minas Gerais no famoso trecho do ‘Te Deum’. Tenho certeza que esse concerto será sublime”, adianta Vianna.

Na segunda parte do programa, será apresentada a “Sinfonia nº 9” de Dvořák, mais conhecida como “Sinfonia do Novo Mundo”. O célebre regente Leonard Bernstein, recentemente interpretado por Bradley Cooper no filme “Maestro”, definiu-a como “a primeira sinfonia multinacional”. A história da obra explica essa característica: em 1885, a benfeitora Jeannette Thurber fundou o Conservatório Nacional de Música em Nova York, visando desenvolver uma identidade musical própria para os Estados Unidos. No ano de 1892, Thurber recrutou Dvořák, conhecido por suas composições tchecas nacionalistas, para liderar o Conservatório. O compositor acreditava que a futura música dos Estados Unidos deveria ser baseada nas “melodias negras”, referindo-se à música afro-americana. Ele mergulhou nesse estilo musical e incentivou seus alunos a explorá-lo também. Durante seu tempo nos Estados Unidos, Dvořák compôs sua famosa “Sinfonia do Novo Mundo”, com influências da música indígena e afro-americana. Quando o compositor voltou para casa, em 1895, ele deixou um legado ainda maior do que Jeannette Thurber ousou sonhar: a primeira composição que conseguiu incorporar e transmitir o “espírito americano”. Um marco para a história da música, a “Sinfonia nº 9” abriu o caminho para a influência mundial da cultura estadunidense ao longo do século XX.

FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO – Com a missão de fomentar a criação, formação, produção e difusão da arte e da cultura no Estado, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música erudita e popular, ópera e teatro, constituem alguns dos campos onde se desenvolvem as inúmeras atividades oferecidas aos visitantes do Palácio das Artes, CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais – e Serraria Souza Pinto, espaços geridos pela FCS.  A Instituição é responsável também pela gestão dos corpos artísticos – Cia de Dança Palácio das Artes, Coral Lírico de Minas Gerais e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais –, do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart). A Fundação Clóvis Salgado também é responsável pela gestão do Circuito Liberdade. Em 2020, quando celebrou 50 anos, a FCS ampliou sua atuação em plataformas virtuais, disponibilizando sua programação para público amplo e variado. O conjunto dessas atividades fortalece seu caráter público, sendo um espaço de todos e para todos.

Leo Junior
Leo Juniorhttps://viralizabh.com.br
Bacharel em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário UNA, graduado em Marketing pela Unopar e pós graduado em Marketing e Negócios Locais e com MBA em Marketing Estratégico Digital, é um apaixonado por futebol e comunicação além de ser Jornalista certificado pelo Ministério do Trabalho.
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