O violinista, compositor e produtor musical Matheus Félix apresenta pela primeira vez ao público o show “Feitiço: Violino África Brasil” – um mergulho na música instrumental e na riqueza da música brasileira em diálogo com tradições africanas, caribenhas e norte-americanas. O trabalho – que integra o projeto de circulação “Turnê Feitiço Mestiço – Afrobrasilidade” – entrelaça sons, memórias e ancestralidades e marca um novo momento na carreira do artista. “Esse show simboliza uma revisão do que construí até hoje e do que quero seguir: valorizar cada vez mais a música brasileira e sua interpretação ao violino”, afirma o artista. A estreia acontece no dia 30 de maio, domingo, às 19:30, no Teatro Santo Agostinho. Os ingressos custam R$30,00 a inteira e R$15,00 a meia entrada. Vendas no site DiskIngressos e na bilheteria do teatro.
Este projeto é viabilizado pelo Ministério da Cultura, através da Política Nacional Aldir Blanc de Minas Gerais, Edital de Circulação de Espetáculos 10/2024 sob o nº 16373 (Turnê Feitiço Mestiço).
Violinista, violista, bandolinista, produtor e pesquisador em performance musical pela UFMG, Matheus Félix construiu uma carreira sólida que transita entre palcos, estúdios e projetos educacionais. Mais do que um espetáculo, “Feitiço: Violino África Brasil” é uma síntese artística da carreira de Matheus. “O show comemora várias fases da minha trajetória. Meus 30 anos como violinista, 25 anos de carreira como músico e professor, além de ser o meu primeiro trabalho solo”, destaca o artista, que celebra também o projeto de circulação do show pelo interior de Minas. “O espetáculo irá passar, ainda nessa primeira fase, por Conceição do Mato Dentro, e futuramente por outras cidades. É preciso expandir o acesso à música instrumental autoral. E essa é uma das propostas do ‘Feitiço’: ampliar o alcance e formar novas plateias.”
Ao unir pesquisa musical, identidade cultural e excelência artística, o espetáculo convida o público a uma experiência envolvente. O repertório reúne 13 músicas, entre composições autorais, como “Nem Nome Tem”, “Cubanito”, “Valse Para Todes” e “Canção para Tati”, e releituras de nomes fundamentais da música brasileira. As criações próprias revelam dimensões íntimas e sociais do artista. “As músicas autorais contam muito da minha história: músicas de amor, de protesto, de fantasias, influenciadas pela música afrodiaspórica”. Já a seleção de repertório de outros artistas reflete diretamente suas referências. “O show preza pela escolha de grandes nomes da música brasileira afrodiaspórica, que dialogam com minha história. Eu trago canções de Letieres Leite, Moacir Santos, Pixinguinha e é claro, Milton Nascimento”, conta. Nomes importantes da música instrumental, como Egberto Gismonti, também estão no show, e duas músicas de compositoras: “Sonhos”, da convidada Thamiris Cunha; e “Inkisse”, de Nuna Lume.
A proposta estética do espetáculo ancora-se na ideia do encontro entre culturas, territórios e temporalidades. Inspirado pelas vivências do artista com a Cordilheira do Espinhaço e pelas múltiplas matrizes da música brasileira, o projeto busca conectar tradição e contemporaneidade em uma experiência sensorial. “Considero a música uma magia suprema que nos conecta com algo muito maior, muito além da nossa explicação. Daí esse ‘Feitiço'”, explica.
Matheus Félix destaca a importância do violino na música popular brasileira, que tem vivido uma ascensão notável nas últimas duas décadas. “O violino tem rompido barreiras e se firmado como uma voz versátil na expressão de nossa cultura. O espetáculo “Feitiço: Violino África Brasil” é uma celebração eletrizante desse fenômeno. Por meio dos vibrantes ritmos afrodiaspóricos – do choro aos ritmos baianos, passando pelo forró e o samba, – constrói-se uma narrativa sonora que valoriza a ancestralidade e a adaptação do instrumento a esses universos, em diálogo constante com a rabeca e o bandolim brasileiro. Uma experiência incrível para testemunhar a reinvenção de um instrumento clássico no coração da identidade musical brasileira.”
“Feitiço Violino África Brasil” também investe em acessibilidade, com divulgação inclusiva nas plataformas digitais e a inclusão de intérpretes de Libras, ampliando o acesso do público ao espetáculo. Matheus explica que a iniciativa integra um conjunto de ações que visam democratizar a música instrumental e fortalecer sua circulação. “A música instrumental no Brasil perde espaço para vertentes comerciais. Por isso, políticas públicas e ações de difusão são fundamentais para ampliar o alcance e valorizar nossa cultura”, destaca.
No palco, Matheus Félix é acompanhado por um time de músicos reconhecidos: Thiago Delegado (violão sete cordas e direção musical), Aloizio Horta (contrabaixo), André Limão (bateria) e Débora Costa (percussão), além das participações especiais de Thamiris Cunha (clarinete) e Dudu do Cavaco – a presença do músico, que possui síndrome de Down, reforça o compromisso do projeto com a inclusão e a representatividade.
Sobre Matheus Félix
É violinista, violista, bandolinista, produtor e pesquisador em performance musical pela UFMG. Produziu e se apresentou em projetos como “Outro Gato apresenta Uma Noite em Paris” no Teatro Unimed Minas Tênis Clube e realizou concertos com a Orquestra FCCDA no Festival de Inverno de Itabira. Atuou também como violinista na Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e na Orquestra Opus, e sempre que possível frequenta rodas de choro em BH, trocando e vivenciando momentos ímpares com demais músicos. Ao longo da carreira, aprimorou sua técnica com músicos renomados como Nicolas Krassik, Hamilton de Holanda, Ricardo Herz e Eliseu Barros.
No campo das gravações, colaborou em diversos álbuns e DVDs, incluindo “Anunciação” de Izabella Brant (direção e produção musical, violino, bandolim e rabeca), “Cantando a Pedra” da banda Outro Gato (direção e produção executiva), “Canções para Abreviar Distâncias” de Isabella Bretz (violino, bandolim, arranjador e coprodutor), “Sambarroco” de Vander Lee (faixa Beleza Fria), “O Intervalo da Vida” da banda Gabner (coprodução, violino, viola de arco e bandolim), além dos álbuns “Cordilheira do Espinhaço”, “Jardim do Mundo” e “Janelas” do projeto Músicas do Espinhaço. Também gravou o DVD “Menina do Céu ao Vivo” e o álbum “Festa no Céu” com a banda Menina do Céu.
SERVIÇO
Show “Feitiço: violino África Brasil”, de Matheus Félix Quarteto e Convidados
Data: 30 de maio, sábado, às 19:30
Local: Teatro Santo Agostinho (Rua Aimorés, 2679 – Santo Agostinho)
Ingressos: R$ 30,00 inteira e R$ 15,00 antecipado e meia entrada
Vendas no site DiskIngressos e na bilheteria do teatro
Duração: 1h20
Classificação: Livre
Ficha técnica
Matheus Félix: Violino, Direção artística, composições e arranjos
Thiago Delegado: Diretor musical, arranjos, Violão de sete.
Aloízio Horta: Contrabaixo Elétrico
André “Limão” Queiróz: Bateria
Participações especiais:
Débora Costa: Percussão
Dudu do Cavaco: Cavaquinho (do Instituto Mano Down)
Thamiris Cunha: Clarinete



