segunda-feira, fevereiro 26, 2024
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Rede de apoio tem papel primordial para pessoas portadoras do HIV

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), cerca de 920 mil brasileiros vivem com o vírus; destes, mais de 53 mil pacientes estão em tratamento em Minas Gerais

Em pleno século XXI, o diagnóstico positivo para o HIV, vírus causador da Aids, carrega ainda em nossa sociedade uma carga de muito preconceito. Isso gera no paciente um sentimento de abandono, solidão, medo, insegurança, entre tantos outros problemas emocionais que podem afetar no tratamento. Segundo  Elaine Souza, psicóloga do Hapvida NotreDame Intermédica, a rede de apoio e acompanhamento é extremamente importante para as pessoas que vivem com HIV.

 

“Além das entidades que já desenvolvem esses trabalho de acolhimento e acompanhamento, como o Hapvida NotreDame Intermédica, que possui uma gama de profissionais especializados neste tratamento, a família, os amigos e as pessoas que  estão próximas a esse paciente também precisam estar presente em seu dia a dia”, destaca.

 

A psicóloga ressalta que esse cuidado fortalece a saúde física e mental. “Isso favorece o indivíduo no processo de autoconhecimento, autoconfiança e autoimagem, para que ele possa, nessa caminhada, reconstruir-se, sentir-se amado e acolhido. Sem dúvida, essa rede de apoio colabora  para o tratamento e servirá como um incentivo aos cuidados que ele precisará ter”, ressalta Elaine Souza.

 

Viver em positivo

 

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 920 mil brasileiros vivem com o vírus. Deste total, 89% foram diagnosticados, 77% fazem tratamento com antirretroviral e 94% das pessoas que fazem o tratamento já não transmitem o HIV, por terem atingido a carga viral indetectável. Em Minas Gerais, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), 53.503 pacientes estão em tratamento em todo o estado.

 

O médico infectologista do Hapvida Notredame Intermédica, André Fernando Diniz e Silva, pontua que,  atualmente, com o uso da terapia antirretroviral altamente ativa, as pessoas que vivem com o HIV podem ter um dia a dia sem impedimentos e com expectativa de vida semelhante à da população em geral. “Em até seis meses de tratamento, elas atingem a carga viral indetectável, que é o bom controle da infecção, e a partir deste momento não existem restrições. Com o devido acompanhamento médico, podem namorar, engravidar e trabalhar em qualquer profissão. O que não podem, nunca, é abandonar o tratamento”, observa.

 

Antigamente, o tratamento era conhecido como coquetel, porque o paciente utilizava vários comprimidos no decorrer do dia. “Hoje o paciente faz uso de poucos comprimidos ao dia (sendo de uma a três pílulas diárias, na maioria dos casos), praticamente sem efeitos colaterais e excelente tolerabilidade. Os pacientes fazem o uso da medicação todos os dias, como se estivessem fazendo o tratamento de alguma doença crônica, como diabetes ou hipertensão, por exemplo”, explica o especialista.

 

Além do preservativo, hoje em dia a medicina trabalha com o conceito de prevenção combinada, que é a utilização de várias estratégias para diminuir e evitar a infecção pelo vírus. “Para quem vive com o HIV, a prevenção consiste em seguir corretamente o tratamento antirretroviral para manter a carga viral em níveis indetectáveis, o que evita o surgimento de complicações para o paciente e garante a intransmissibilidade do vírus por via sexual para outras pessoas”, observa.

 

De acordo com o infectologista, além disso, as gestantes que vivem com o HIV devem usar antirretrovirais corretamente e fazer acompanhamento com infectologista durante a gestação para prevenir a transmissão vertical, que é a transmissão de mãe para filho.

 

Para as pessoas que não vivem com o HIV, recomenda-se combinar uma série de cuidados a fim de se evitar a infecção ou se fazer precocemente o diagnóstico em pessoas que vivem com o vírus, mas ainda não sabem disso. Confira as dicas do médico do Hapvida Notredame Intermédica, André Fernando Diniz:

 

– Realize testagem regular para o HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis sempre que passar por situações de risco de exposição;

 

– Utilize preservativo masculino ou feminino em todos os tipos de contato sexual, incluindo sexo oral, vaginal ou anal;

 

– Não reutilize objetos cortantes ou perfurantes não esterilizados;

 

– Não compartilhe seringas e agulhas;

 

– Em caso de exposições (ocupacionais ou sexuais) de risco para o HIV nas últimas 72 horas, é preciso iniciar a Profilaxia Pós Exposição (PEP) – um tratamento de urgência para prevenir a infecção pelo vírus;

 

– Também é indicado fazer uso de Prep (Profilaxia Pré – exposição), para pessoas sexualmente ativas e que apresentem contextos de risco aumentados de aquisição da infecção pelo HIV.

 

-Em casos de dúvida, procure sempre um médico.

Leo Junior
Leo Juniorhttps://viralizabh.com.br
Bacharel em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário UNA, graduado em Marketing pela Unopar e pós graduado em Marketing e Negócios Locais e com MBA em Marketing Estratégico Digital, é um apaixonado por futebol e comunicação além de ser Jornalista certificado pelo Ministério do Trabalho.
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