Um dos grandes responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa e pelas intensas ondas de calor, entre outras mudanças climáticas, o desmatamento no Brasil segue tendência de queda. Dados do sistema PRODES, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), divulgados na plataforma TerraBrasilis, apontam uma redução na perda de vegetação natural nos biomas mais importantes do país, como Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica e Pantanal. Essa redução, em 2025, foi superior a 20%, conforme o Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, do MAPBIOMAS. Os dois estudos ressaltam a importância desse avanço, após o Brasil ter perdido, nos últimos 40 anos, 111,7 milhões de hectares de vegetação nativa, uma área maior que a Bolívia.
Segundo as plataformas, essa queda no desmatamento é resultado de várias ações, como fiscalização, aplicação de multas e restrição de crédito aos infratores, planos governamentais integrados e uso de tecnologias que permitem fazer o monitoramento por satélite, identificando quase em tempo real alterações na floresta. Em outra frente, também impactam as estatísticas os projetos de recuperação de áreas degradadas ou alteradas, os PRADs. Previstos pela legislação ambiental, como a Instrução Normativa Ibama nº 14/2024, em âmbito federal, eles visam recuperar áreas que sofreram danos ambientais, favorecendo a recomposição da vegetação nativa.
Em Minas Gerais, a Emccamp Residencial, por meio do PRADA (Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas e Alteradas), reforça o compromisso socioambiental da empresa. Isso, além de atender à exigência legal de compensação ambiental, nos casos em que os empreendimentos residenciais precisam fazer intervenções no terreno e na vegetação. O projeto começou, em dezembro de 2024, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Foram plantadas 1.275 mudas de espécies nativas, como ipês, angicos, ingás, paineiras e pequizeiros, no Parque Europa (Área de Preservação Permanente), de aproximadamente 4.200m², e no Parque Cataguás (antigo Parque Fernão Dias), com cerca de 7.200m² de área.
O coordenador de Meio Ambiente da Emccamp, Rodrigo Silvério, destaca que o plantio é só o começo. “A recuperação ambiental vai muito além de plantar árvores. Ela exige diagnóstico, planejamento, manutenção e monitoramento por um período estimado de 5 anos, com cuidados contínuos, até que a vegetação consiga seguir o próprio caminho”, explica.
Segundo ele, quando as áreas verdes são recuperadas, todos são beneficiados, não apenas o meio ambiente em abstrato. “Como define o Código Florestal, as APPs (Áreas de Proteção Permanente) ajudam a proteger a água, o solo e a biodiversidade. Para os moradores do entorno, isso significa margens de córregos mais protegidas, mais sombra e mais vida ao longo dos anos”, acrescenta.
Laboratório vivo
O PRADA da Emccamp é utilizado também como espaço de aprendizado e troca técnica, aberto a toda comunidade acadêmica. No final de setembro, a empresa recebeu, no Parque Europa, em Contagem, a visita dos alunos do curso de Ciências Biológicas, da UNA. Em vez de ver a recuperação ambiental em slides, a turma pôde observar uma área real, com mudas plantadas há menos de dois anos. Realizaram também uma atividade prática de diagnóstico.
Os alunos observaram características como relevo, solo, disponibilidade de água e competição com gramíneas e apresentaram suas observações, destacando os aspectos positivos, os fatores limitantes, as possíveis causas e as medidas de manejo recomendadas. “A experiência reforçou a importância do raciocínio técnico, da observação crítica e da tomada de decisões fundamentadas em evidências, aproximando os estudantes dos desafios reais da gestão ambiental na construção civil. A parceria com a universidade também mostra, de forma transparente, como a Emccamp conduz os compromissos ambientais ligados aos seus empreendimentos”, explica Rodrigo.





