terça-feira, julho 23, 2024
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Filarmônica de Minas Gerais recebe o pianista Arnaldo Cohen nos dias 20 e 21 de junho, às 20h30, na Sala Minas Gerais. Ingressos à venda.

O aclamado pianista brasileiro Arnaldo Cohen se apresenta com a Filarmônica de Minas Gerais, nos dias 20 e 21 de junho, às 20h30, na Sala Minas Gerais, para interpretar duas peças – o Concerto em fá menor, BWV 1056 de Bach e uma das obras mais instigantes de Richard Strauss, a Burlesca, na celebração dos 75 anos de sua morte. Do compositor alemão, a Orquestra executa ainda o célebre e autobiográfico poema sinfônico Uma vida de herói e Três Prelúdios Corais de Bach. A regência é do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala, a partir de R$ 39,60 (inteira).

Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais e Grupo Aterpa, conta com o patrocínio do Itaú, da Rede e da Gasmig, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Apoio: Circuito Liberdade e Programa Amigos da Filarmônica. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo de Minas Gerais, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente titular

Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro.

Ao ser convidado, em 2014, para o cargo de Regente Principal da Orquestra Filarmônica da Malásia, Fabio Mechetti tornou-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática. Depois de quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville, Estados Unidos, atualmente é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular da Sinfônica de Syracuse e da Sinfônica de Spokane.

Foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Da Orquestra Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente.

Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Orquestra Sinfônica de Nova Jersey e tem dirigido inúmeras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado frequente dos festivais de verão nos Estados Unidos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige regularmente na Escandinávia, particularmente a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a de Helsingborg, Suécia. Na Finlândia, dirigiu a Filarmônica de Tampere; na Itália, a Orquestra Sinfônica de Roma e a Orquestra do Ateneo em Milão; na Dinamarca, a Filarmônica de Odense; dirigiu a Sinfônica Nacional da Colômbia e estreou no Festival Casals com a Sinfônica de Porto Rico. Na Argentina, conduziu a Filarmônica do Teatro Colón, com a qual se apresentará novamente em 2024.

No Brasil, foi convidado a dirigir a Sinfônica Brasileira, a Estadual de São Paulo, as orquestras de Porto Alegre e Brasília e as municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro. Trabalhou com artistas como Alicia de Larrocha, Thomas Hampson, Frederica von Stade, Arnaldo Cohen, Nelson Freire, Emanuel Ax, Gil Shaham, Midori, Evelyn Glennie, Kathleen Battle, entre outros. Fabio Mechetti é Mestre em Composição e em Regência pela Juilliard School de Nova York.

Arnaldo Cohen, piano

 

Arnaldo Cohen é um dos mais consagrados pianistas do Brasil. Em cinquenta anos de carreira, apresentou-se como solista em mais de 4 mil concertos, acompanhando orquestras como as filarmônicas de Londres e de Los Angeles, a Royal Philharmonic, a Philharmonia, a Orquestra de Cleveland e muitas outras. Colaborou com regentes do calibre de Yehudi Menuhin, Kurt Masur e Wolfgang Sawallisch, e tocou em alguns dos maiores teatros do planeta, incluindo o Scala de Milão, Concertgebouw (Amsterdã), Symphony Hall (Chicago), Teatro de Champs-Elysées (Paris), Barbican Center e Royal Albert Hall (ambos em Londres). Formado em Piano e em Violino pela Escola de Música da UFRJ, Cohen conquistou por unanimidade o Primeiro Prêmio no Concurso Internacional Busoni, na Itália, em 1972. No início da década de 1980, mudou-se para Londres, onde consolidou sua carreira como músico e atuou como professor na Royal Academy of Music e no Royal Northern College of Music. Em 2004, decidiu viver nos Estados Unidos, tornando-se o primeiro brasileiro a assumir uma cátedra vitalícia na Escola de Música da Universidade de Indiana. Entre suas gravações, destaque para as elogiadas interpretações de Liszt e uma abrangente coletânea de música brasileira para o selo BIS. Admirado por sua técnica exemplar, Cohen é colaborador de longa data da Filarmônica e do maestro Fabio Mechetti. Foi um de nossos primeiros pianistas convidados, acompanhou-nos em turnês pelo Brasil e apresentou-se diversas vezes na Sala Minas Gerais. Em 2018, Cohen celebrou conosco os seus 70 anos de vida e os 10 anos da Orquestra em uma apresentação memorável no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

 

Repertório

 

Johann Sebastian Bach (Eisenach, Alemanha, 1685 – Leipzig, Alemanha, 1750) e a obra Três Prelúdios Corais: Despertai, há uma voz que vos aclama (1747/1748)

 

Os prelúdios corais são peças para órgão criadas para serem executadas antes de alguns cânticos em cerimônias religiosas. Foram populares no final do século XVII e início do XVIII, especialmente nas igrejas protestantes da Alemanha. O grande mestre da forma é Johann Sebastian Bach, que compôs dezenas de prelúdios corais, sendo os mais célebres os 45 que integram o seu Orgel-Büchlein. O conjunto conhecido como Três Prelúdios Corais foi elaborado pelo italiano Ottorino Respighi, que selecionou e transcreveu com maestria as composições vocais de Bach para orquestra. “Despertai, há uma voz que vos aclama” (Wachet auf, ruft uns die Stimme) é a terceira e última seção das releituras de Respighi. O prelúdio original é uma transcrição feita pelo próprio Bach do quinto movimento de sua Cantata nº 140, cujo texto se baseia em um louvor do pastor luterano Philipp Nicolai sobre a Parábola das Dez Virgens. A Cantata nº 140 foi composta em 1731 para a liturgia do 27º domingo após o Domingo da Santíssima Trindade, que, por sua vez, é o primeiro domingo após a celebração de Pentecostes no calendário cristão ocidental. Já os Três Prelúdios Corais arranjados por Respighi datam de 1930, e foram estreados no mesmo ano, em Nova York, sob a batuta de Arturo Toscanini.

 

Johann Sebastian Bach (Eisenach, Alemanha, 1685 – Leipzig, Alemanha, 1750) e a obra Concerto para piano nº 5 em fá menor, BWV 1056  (1729/1736)

 

Quando Johann Sebastian Bach faleceu, em 28 de julho de 1750, sua fama de organista virtuoso já encontrava eco em toda a Alemanha da época. Entretanto, boa parte de suas composições não foi preservada para a posteridade, por razões ainda debatidas entre os especialistas. Felizmente, seu conjunto de sete concertos para piano e orquestra – escritos originalmente para cravo – sobreviveu em uma cópia feita à mão pelo próprio Bach. Tratam-se, na verdade, de transcrições de obras que o compositor criou primeiramente para outros instrumentos, muitas delas perdidas no curso do tempo. É difícil precisar exatamente quando os concertos foram concebidos, mas estima-se que datem do período entre 1729 e 1738, quando Bach ocupava o posto de diretor do collegium musicum de Leipzig. O conciso Concerto nº 5 em fá menor possui três movimentos. O primeiro e o terceiro nasceram provavelmente de trechos retrabalhados de um concerto anterior em sol maior. Já o intermediário lento tem origem em um possível concerto perdido para oboé, que também serviu de inspiração para a bela introdução da Cantata nº 156. Popularmente conhecido como “Arioso”, esse trecho pode soar familiar aos fãs de MPB, uma vez que sua melodia foi usada na canção “Céu de Santo Amaro”, composta por Flávio Venturini e Caetano Veloso.

 

 

Richard Strauss (Munique, Alemanha, 1864 – Garmisch-Partenkirchen, Alemanha , 1949) e a obra Burlesca (1885/1886)

 

A primeira versão finalizada de Burlesca data dos 1885 e 1886, período em que o jovem Richard Strauss estudava com o pianista e regente de orquestras Hans von Bülow, ao qual a partitura foi originalmente dedicada com o título de Scherzo em ré menor. Refletindo a severa orientação musical de Bülow, pode-se notar no Scherzo forte inspiração brahmsiana. Entretanto, em 1890, Strauss a submeteria a ampla revisão. Renomeada Burlesca, foi dedicada ao célebre pianista Eugen d’Albert e apresentada em Eisenach (Alemanha) sob a direção do próprio compositor, tendo como solista o novo destinatário. A peça possui caráter concertante e significou uma etapa importante para o jovem Strauss na busca de um estilo próprio. Apesar do título, não se trata de uma obra cômica: o humor aqui se restringe ao caráter de scherzo, reminiscente do propósito inicial. A partitura concilia a forma de um primeiro movimento de sonata com a liberdade estilística das rapsódias de Liszt e o espírito das fantasias barrocas. O tema principal tem ritmo dançante e um pouco sincopado, enquanto um segundo tema, desenvolvido pelo solista, soa como uma valsa langorosa, contrastando vivamente com o terceiro motivo, de poesia quase épica.

 

Richard Strauss (Munique, Alemanha, 1864 – Garmisch-Partenkirchen, Alemanha , 1949) e a obra Uma vida de herói, op. 40  (1897/1898)

 

Composta em 1898, Uma vida de herói é a última obra de um período de grande fertilidade para poemas sinfônicos demonstrada por Richard Strauss, quando explorou ao limite as potencialidades e a complexidade do gênero. Se, em trabalhos anteriores, o motivo literário podia ser percebido em certas evocações musicais – seja em aspectos narrativos, seja em aspectos psicológicos das personagens –, em Uma vida de herói isso é significativamente menos evidente e menos importante. Aqui Strauss parece levar a termo e a cabo o papel de mero pretexto do motivo literário, em razão de colocar soberanamente em primeiro plano a realidade sonora da construção musical. Isso revela uma posição particular sua, interessada em dar ao mundo apenas a realidade sonora da música, sem a interferência de sugestões extramusicais. Estreada em 1899, a peça marca definitivamente a entrada de Strauss na aurora do século XX, já ensaiada por investidas anteriores, genialmente bem-sucedidas. Se com Don Quixote e, principalmente, Till Eulenspiegel, Strauss demonstra amadurecimento e maestria na consolidação de sua linguagem, enraizada no Romantismo, mas prodigamente ramificada pelo século XX, em Uma vida de herói ele afirma e endossa um posicionamento musical que extrapola suas fontes românticas e abre caminho para novas possibilidades, que culminarão em obras como as óperas Salomé e O cavaleiro da rosa.

 

 

Programa

 

Filarmônica de Minas Gerais

 

Série Presto

20 de junho – 20h30

Sala Minas Gerais

 

Série Veloce

21 de junho – 20h30

Sala Minas Gerais

 

 

Fabio Mechetti, regente

Arnaldo Cohen, piano

BACH/Respighi    Três Prelúdios Corais: Despertai, há uma voz que vos aclama                         

BACH                     Concerto para piano nº 5 em fá menor, BWV 1056

R. STRAUSS          Burlesca    

R. STRAUSS          Uma vida de herói, op. 40

         

INGRESSOS:

R$ 39,60 (Mezanino), R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 72 (Balcão Palco), R$ 92 (Balcão Lateral), R$ 124 (Plateia Central), R$ 160 (Balcão Principal) e R$ 180 (Camarote).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

 

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana

— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado

— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo

São aceitos:

  • Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa
  • Pix

 

 

ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS

 

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação.

Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas.

O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, sendo o mais recente o Prêmio Concerto 2023 na categoria Música Orquestral, por duas apresentações realizadas no Festival de Inverno de Campos do Jordão, SP. A Orquestra já havia recebido o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano.

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, Filarmônica na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto.

A Orquestra possui 13 álbuns gravados, entre eles quatro que integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty. O álbum Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, foi indicado ao Grammy Latino 2020.

Ainda em 2020, a Filarmônica inaugurou seu próprio estúdio de TV para a realização de transmissões ao vivo de seus concertos, totalizando hoje mais de 80 concertos transmitidos em seu canal no YouTube, onde se podem encontrar diversos outros conteúdos sobre a orquestra e a música de concerto.

A Filarmônica realiza também diversas apresentações por cidades do interior mineiro e capitais do Brasil, tendo se apresentado também na Argentina e Uruguai. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concertos do país nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, além de um concerto a céu aberto, no Jardim da Torre de Belém, como parte da programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa.

A sede da Filarmônica, a Sala Minas Gerais, foi inaugurada em 2015, sendo uma referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico. Considerada uma das principais salas de concertos da América Latina, recebe anualmente um público médio de 100 mil pessoas.

A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Filarmônica vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

Os números da Filarmônica (2008 a dezembro/2023)

 

1.543.738 espectadores
1.231 concertos realizados
1.360 obras interpretadas
126 concertos em turnês estaduais
42 concertos em turnês nacionais
9 concertos em turnê internacional
94 concertos transmitidos ao vivo
606 notas de programa publicadas no site
231 webfilmes publicados
1 coleção com 3 livros e 1 DVD sobre o universo orquestral
4 exposições itinerantes e multimeios sobre música clássica
13 CDs lançados
1 Indicação ao Grammy Latino 2020 (CD Almeida Prado – Obras para piano e orquestra – Categoria de Melhor Álbum Clássico)

Leo Junior
Leo Juniorhttps://viralizabh.com.br
Bacharel em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário UNA, graduado em Marketing pela Unopar e pós graduado em Marketing e Negócios Locais e com MBA em Marketing Estratégico Digital, é um apaixonado por futebol e comunicação além de ser Jornalista certificado pelo Ministério do Trabalho.
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