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Cidade Inclusiva chega a Lagoa Santa com programação cultural gratuita e legado permanente de acessibilidade

Festival acontece nos dias 18 de setembro, no Caale - Cento de Arqueologia Annette Laming Emperaire, e no dia 19 de setembro na Praça Doutor Lund

O festival que promove a inclusão social através da cultura chega a sua 3ª edição em 2026. Depois de passar por Caratinga e Jaboticatubas, o Cidade Inclusiva chega a Lagoa Santa com a proposta de efetivar melhorias na acessibilidade estrutural do Cento de Arqueologia Annette Laming Emperaire e trazer aos palcos grandes talentos da cultura DEF.

Durante os dias 18 e 19 de setembro, o público poderá conferir uma ampla programação gratuita com música, circo, teatro e oficinas infantis, sempre contando com ações de acessibilidade dos conteúdos para as pessoas com deficiência. O projeto conta com o patrocínio da Cemig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, e realização da Cultura Criativa.

Assim como aconteceu nas edições de Caratinga e Jaboticatubas, além da programação artística, o Cidade Inclusiva deixará um conjunto de melhorias permanentes no Cento de Arqueologia Annette Laming Emperaire (Caale), ampliando as condições de acessibilidade e os conteúdos acessíveis para pessoas com deficiência. Todas as melhorias são financiadas pelo próprio Cidade Inclusiva. Depois de Lagoa Santa, o projeto fecha sua interiorização em 2026 com mais uma edição em Pará de Minas, nos dias 5 e 6 de dezembro.

O protagonismo das pessoas com deficiência no projeto é percebido também pelo cuidado com a acessibilidade dos conteúdos e da participação de artistas com deficiência. É o que conta o idealizador do projeto, Fred Torres:

“Todas as atividades culturais que temos na programação tem que ter, obrigatoriamente, pelo menos uma ação de acessibilidade, como libras, ou audiodescrição… E outro ponto importante é as pessoas com deficiência serem protagonistas também na programação que oferecemos no festival, ou levando artistas com deficiência ao palco, ou trazendo algum conteúdo voltado para o público de pessoas com deficiência”, conta o organizador do Cidade Inclusiva.

A abertura do festival acontece na sexta-feira, 18 de setembro, às 19h, no Caale, com a apresentação musical da jovem Maria Vitória, trazendo em seu repertório grandes sucessos da música clássica. Na sequência, às 19h30, apresentação do espetáculo Circo Surdo, teatral infantil acessível que une palhaçaria, mímica, teatro físico e língua brasileira de sinais. A abertura do festival marcará também a inauguração da primeira leva de melhorias na acessibilidade estrutural promovidas pelo projeto.

No sábado (11), a programação reúne apresentações artísticas, oficinas e atividades inclusivas. Entre os destaques estão a banda de pop rock New Orions, cujo vocalista e líder da banda é autista, o dueto musical entre Gabriel Cheib, jovem cantor com síndrome de Down, e seu pai Rafael Cheib, além do grupo Forró Cabra Cega, formado integralmente por músicos com deficiência visual. O festival contará ainda com o teatro inclusivo (TEAtrar), oficinas gastronômicas de Mini Chefs e um espaço multissensorial de acolhimento para crianças atípicas.

“Mais do que eliminar barreiras com medidas de acessibilidade durante o evento, queremos contribuir para transformar a maneira como as pessoas enxergam a cultura: um direito que deve estar ao alcance de todos e ser construída por todos, inclusive nos protagonistas que sobem aos palcos”, completa Fred Torres.

O projeto conta com um grupo de trabalho em acessibilidade formado por profissionais com deficiência e especialistas em cultura inclusiva. Antes de cada edição são realizadas visitas técnicas que identificam oportunidades de melhorias estruturais nos equipamentos culturais, garantindo que o impacto do projeto permaneça mesmo após o encerramento do festival.

“Destaco alguns pontos neste projeto: valoriza a diversidade de pessoas com deficiência e pessoas neurodivergentes, incrementa a acessibilidade como algo estrutural para deixar um legado de acessibilidade e não só um recurso pontual. E o protagonismo da pessoa com deficiência, a partir do momento em que o projeto é desenvolvido com as pessoas com deficiência e não para elas”, explica Gabriel Aquino, pessoa com deficiência visual, fundador da Empresa Vias Acessíveis e que atua no projeto como coordenador de acessibilidade.

SERVIÇO: Cidade Inclusiva – Lagoa Santa

Data: 18 e 19 de setembro de 2026
Locais: Caale – Cento de Arqueologia Annette Laming Emperaire (18/09), e Praça Doutor Lund (19/09)
Entrada gratuita

Sexta-feira (18/09)

19h – Apresentação musical de Maria Vitória
19h30 – Espetáculo teatral “Circo Surdo”

Sábado (11/07)

14h às 18h Espaço multissensorial de acolhimento para crianças atípicas
14h – Apresentação musical banda New Orions
14h30 às 15h30 – Oficina Mini Chefs – O Mistério do Bolo de Chocolate
15h30 – Dueto Musical Pai e Filho – Gabriel Cheib e Rafael Cheib
16h30 – Oficina TEAtrar: Teatro inclusivo
17h30 – Apresentação de forró com o grupo Cabra Cega
17h30 – Oficina Mini Chefs – Cozinhando, Explorando e Criando uma Pizza Divertida

Mais informações:
Site: cidadeinclusiva.art.br (acessível para pessoas com deficiência dentro das normas internacionais de acessibilidade)
Instagram: @cidade_inclusiva

Leo Junior
Leo Juniorhttps://viralizabh.com.br
Bacharel em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário UNA, graduado em Marketing pela Unopar e pós graduado em Marketing e Negócios Locais e com MBA em Marketing Estratégico Digital, é um apaixonado por futebol e comunicação além de ser Jornalista certificado pelo Ministério do Trabalho.
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