Quadrilha Junina São Gererê – Fernanda Neves

A terceira edição do Arraial Dona Lucinha reuniu 3,4 mil pessoas no último sábado (27/6), nos jardins do Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte. Pela primeira vez integrado à programação do Arraiá da Liberdade, o evento celebrou a gastronomia, a cultura popular e os saberes tradicionais de Minas Gerais em uma programação marcada por quituteiras do interior, apresentações artísticas, concurso gastronômico, ações solidárias e o pré-lançamento de um livro inspirado no legado de Dona Lucinha.

Ao longo da tarde e da noite, o público percorreu barraquinhas comandadas por quituteiras e doceiras de diferentes regiões do estado, além da chef Márcia Nunes. A programação gastronômica reuniu pratos típicos da cozinha mineira, como tropeiro, pastel de angu, bolinho de feijão, vaca atolada, canjiquinha, linguiça com mandioca, pamonha, mingau de milho verde, pão de queijo recheado e doces artesanais. Cervejas artesanais e vinhos produzidos em Minas Gerais também integraram o cardápio.

Um dos momentos mais aguardados foi o Concurso Dona Lucinha, criado para reconhecer os destaques da gastronomia presente no arraial. A Dama de Empadas conquistou o primeiro lugar e recebeu o Troféu Dona Lucinha, além do prêmio de R$ 3 mil. A Julieta Biscoitos ficou em segundo lugar e foi contemplada com R$ 2 mil.

A programação cultural reforçou a conexão do evento com as tradições mineiras. O arraial contou com oficina de guisadinho mineiro ministrada pela chef Elzinha Nunes, apresentações da Dança dos Caboclos do Serro, participação do cordelista Paulinho Ferreira, shows dos trios Bem Brasileiro e Petronilho e encerramento com a tradicional quadrilha junina São Gererê. A ambientação teve estandartes do artista plástico Marcelo Brant e cenografia assinada por Léo Piló, em uma proposta que valorizou a identidade cultural e o compromisso com a sustentabilidade.

A edição também marcou o pré-lançamento do livro “Dona Lucinha e o Baú das 7 Chaves”, de Márcia Nunes, João Henrique Eugênio e Valéria Eugênia. Voltada ao público infantojuvenil, a obra foi inspirada no trabalho desenvolvido por Dona Lucinha com crianças da zona rural do Serro e apresenta, de forma lúdica, aspectos da história e da cultura alimentar de Minas Gerais.

Além de valorizar a culinária e as manifestações culturais do estado, o Arraial Dona Lucinha teve caráter solidário. O evento arrecadou alimentos não perecíveis destinados à Casa de Acolhida Padre Eustáquio (Cape), ao Asilo Recanto José Antônio, à Santa Casa e ao Reinado da Festa do Rosário do Serro.

O 3º Arraial Dona Lucinha foi realizado por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Cemig e apoio cultural da Fundação Clóvis Salgado.

IVO

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