O mês que inicia o ano é dedicado à campanha nacional
“Janeiro Branco”, voltada para a conscientização da saúde mental e emocional. O Instituto de Desenvolvimento Humano Janeiro Branco, organizador da campanha desde 2014, elegeu para este ano o lema
“Paz. Equilíbrio. Saúde Mental”. No Brasil, aproximadamente
18 milhões de pessoas convivem com transtornos mentais graves, segundo o
artigo “
Saúde mental no Brasil: desafios para as políticas públicas e legislação”, da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Enquanto, no mundo, mais de 1 bilhão de pessoas vivem com transtornos mentais, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (FCM-MG), mantida pela Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma), oferece em sua grade curricular os cursos de graduação em Psicologia e de pós-graduação em Psiquiatria. Na instituição, os estudantes de Psicologia realizam atendimentos diretos e supervisionados a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), momento em que desenvolvem a escuta qualificada e o cuidado a pacientes em sofrimento mental. No último ano, de janeiro a novembro, o Ambulatório Ciências Médicas (ACM), o Instituto de Oncologia Ciências Médicas (IONCM) e o Hospital Universitário Ciências Médicas (HUCM), locais das aulas práticas dos alunos, atenderam ao todo 11.376 (onze mil trezentos e setenta e seis) pacientes nas especialidades de Psicologia e Psiquiatria.
Para o psiquiatra e chefe do departamento de Saúde Mental do HUCM, Dr. Helian Nunes de Oliveira, a defesa da saúde mental é uma tarefa para todos. “[A saúde mental] é fundamental porque influencia desde a capacidade de trabalhar, estudar e manter relações saudáveis, até a forma como enfrentamos desafios e tomamos decisões. A saúde mental não é apenas a ausência de doença, mas um estado de bem-estar que permite que a pessoa realize seu potencial.“
Tratamento humanizado e os seus benefícios
Com o aumento de casos nos quais os jovens têm usado a Inteligência Artificial (IA) para desabafos e “consultas médicas”, é importante lembrar que a tecnologia apoia, mas não substitui a sensibilidade do tratamento humanizado e conduzido por um profissional qualificado, como destaca o Dr. Oliveira:
“A IA organiza dados e reconhece padrões, mas só o profissional é capaz de interpretar emoções, compreender contexto, criar vínculo terapêutico e tomar decisões éticas e seguras. O atendimento humanizado garante acolhimento, empatia e personalização, como elementos que realmente promovem mudança e bem-estar. A combinação ideal é a IA como ferramenta, e o cuidado humano como essência do tratamento.“