Um festival de música inovador, dedicado a exaltar o trabalho de instrumentistas e intérpretes mulheres e pessoas trans. Assim é o Alaíde Circuito de Música, que realizará, até o mês de agosto, um circuito de seis shows gratuitos, em diferentes Centros Culturais Municipais, com a participação de artistas mineiras que se inspiram em grandes cantoras brasileiras. A próxima edição do evento acontece no dia 11 de abril, às 16h, no Centro Cultural Venda Nova, e convida Jeh Senhorini, cuja sonoridade mistura pop rock, MPB e forró, em 21 anos de carreira.

Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, por meio do Fundo Municipal de Cultura.

O ponto de partida do Alaíde Circuito de Música é dar protagonismo a instrumentistas, com participação majoritária de mulheres e pessoas trans. “O Alaíde” é iniciativa inovadora, por ser um festival que valoriza a presença das instrumentistas no palco – e não nos bastidores – reforçando a visibilidade dessas profissionais, que historicamente ocuparam ou ocupam espaços secundários nas rodas de samba e demais atrações culturais da capital. O gesto é simbólico e político, mas naturaliza a presença de corpos diversos na linha de frente da criação musical”, explica a atriz, musicista, produtora e educadora Thâmara Mazur, idealizadora do festival.

 

A banda – formada por Anna Lages,  Babi Lómaz, Carol Ramalho, Luisa de Paula e  Luísa Martins, com direção de Laiza Lamara – assume o palco como protagonista e, a cada show, convida uma artista diferente, criando encontros inéditos, trocas de repertório e novas narrativas, em um movimento de mulheres que se inspiram. Thâmara Mazur explica que o festival é mais do que um circuito de shows, constitui uma ação estruturante, que articula música, diversidade, território e políticas públicas. “Ao propor uma série de apresentações, com uma banda formada exclusivamente por mulheres e pessoas trans, o Alaíde promove equidade de gênero e diversidade. Dessa forma, estamos enfrentando desigualdades históricas que ainda marcam a trajetória de mulheres e pessoas trans na cena musical”, sublinha Thâmara Mazur, que destaca, ainda, que a equipe de produção do festival é majoritariamente feminina.

O nome do festival – Alaíde Circuito de Música – é uma homenagem à cantora Alaíde Costa, que mesmo sendo um dos nomes mais representativos da Música Popular Brasileira, enfrentou muitas dificuldades. “A Alaíde é uma inspiração para mim e, acredito que para muitas cantoras, especialmente as negras. Mulher, negra e cantora, em uma época em a discriminação era mais gritante. Ela não desistiu e luta pela emancipação da mulher negra na música brasileira”, diz Thâmara Mazur.

Jeh Senhorini – pessoa não-binária desde 2021 -, é cantore, compositore, violonista, DJ, cuja sonoridade mistura pop rock, MPB e forró. Ao longo da sua trajetória na música, que completa 21 anos de carreira, integrou projetos como Electra Lee, Tropicana, A Corda, Dois Lados, somando 10 álbuns e 5 prêmios. Atualmente, vive uma nova fase criativa, com lançamento do single autoral “Acorda”, em 2024, e a preparação para o seu novo trabalho, previsto para ser apresentado ao público ainda em 2026.

Circuito de shows

Seis shows de cantoras diferentes, em seis Centros Culturais Municipais, compõem o circuito do festival. A estreia ocorreu no dia 8 de março – Dia Internacional da Mulher – com a  compositora e instrumentista mineira Julia Deodora no Centro Cultural Liberalino Alves, na Lagoinha. Em abril, no dia 11, Jeh Senhorini se apresenta no Centro Cultural Venda Nova.

No dia 9 de maio, o Centro Cultural Vila Santa Rita, no Barreiro, recebe Bahia, artista independente que transita entre o pop e ritmos afro-brasileiros. Em 13 de junho, o Cultural Usina da Cultura, no Ipiranga, sedia o show “Sampagode”, de Ana Hilário, cantora , atriz e trancista, que constrói um trabalho de valorização estética e cultural das raízes afro-brasileiras, celebrando samba, pagode e axé como expressões fundamentais da cultura preta brasileira. O quinto encontro acontece no dia 11 de julho, às 16h, no Centro Cultural Salgado Filho, com Vitória Pires, cantora, percussionista, atriz e compositora com forte atuação no samba, na MPB e no Carnaval de rua de Belo Horizonte.

 

Encerrando a primeira edição do Alaíde Circuito de Música, a artista e coordenadora do projeto, Thâmara Mazur, apresenta o seu trabalho  “Malditas”,  no dia 08 de agosto, no Centro Cultural Raul Belém, no bairro Alípio de Melo. A artista se projetou como cantora e compositora em 2020 e atualmente é licencianda em Educação Musical pela UFMG, além de atuar como mediadora cultural no Programa Educativo do Sesc Palladium.

Ficha técnica

Equipe – Gestão Financeira: Larissa Pimenta e Talita da Mata/Conte BH . Assessoria Jurídica: Jane Balbino. Produção Executiva: Nega Thé . Assistência de Produção: Gisele Xavier . Fotógrafa: Livia Andrada. Design: Paula Leal / Cria Preta . Gestão de Rede: Omar/@omaraovivo . Assessoria de Imprensa: Cristina Sanches/CS Comunicação e Arte . Acessibilidade: BH Libras.

 

SERVIÇO

Alaíde Circuito de Música

11 de abril, às 16h

Show Jeh Senhorini

Centro Cultural Venda Nova

(R. José Ferreira dos Santos, 184 – Jardim dos Comerciários)

Entrada gratuita – Sem a necessidade da retirada de ingresso

IVO

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here