De 27 de outubro a 1º de novembro, o FETO – Festival Estudantil de Teatro volta a reunir estudantes, artistas, professores, profissionais da cena e público, após duas edições atravessadas pelo distanciamento e pelas experiências no ambiente virtual. Pensado a partir do tema “Gostoso é estar em bando!”, em 2026, o festival conta com dez espetáculos do Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Bahia, Goiás e Minas Gerais, além de oficinas e rodas de conversa, reafirmando uma característica que acompanha sua trajetória desde a criação, em 1999: fazer do teatro um espaço de encontro, convivência, experimentação e formação. Na abertura, terça-feira (27/10), haverá apresentação do espetáculo “Há uma festa sem começo que não termina com o fim”, do grupo Pavilhão da Magnólia de Fortaleza (CE), com 21 anos de trajetória e consolidado como um dos grupos expoentes do teatro brasileiro contemporâneo.
No palco, a obra cearense apresenta uma pesquisa de linguagem que flerta com o documental e a palestra-performance, com quatro atores em cena: Eliel Carvalho, Jota Júnior Santos, Nelson Albuquerque e Silvianne Lima. A peça tem direção e dramaturgia de Francis Wilker, codireção e dramaturgismo de Thereza Rocha, e interlocução dramatúrgica de Ricardo Cabaça, artista português residente em Lisboa. O espetáculo aborda temáticas como ancestralidade, gênero, racismo e o fazer artístico e instaura um manifesto em favor da democracia em tempos de assombro com os discursos da extrema-direita pelo mundo.
Para assistir aos espetáculos da 23ª edição do FETO, os ingressos custam R$10 e R$5 e podem ser retirados na plataforma Sympla ou na bilheteria dos teatros. Todas as sessões possuem acessibilidade em Libras. A participação nas oficinas e rodas de conversa é gratuita. Mais informações sobre programação e inscrições no site https://fetobh.com.br/.
O FETO é viabilizado com os benefícios fiscais da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Companhia de Gás de Minas Gerais – Gasmig, apoio cultural da Prefeitura de Belo Horizonte – por meio da Fundação municipal de Cultura, apoio do Galpão Cine Horto e da Funarte MG, e possui a realização da Associação Campo das Vertentes e do Ministério da Cultura (pronac No: 2313489).
“Gostoso é estar em bando!”
Neste ano, o Festival Estudantil de Teatro recebeu, ao todo, 115 propostas de 14 estados brasileiros, reunindo trabalhos de diferentes territórios, contextos de formação, linguagens e perspectivas, compondo um amplo recorte da produção teatral estudantil brasileira contemporânea.
Para o artista, pesquisador e professor de teatro Charles Valadares, que nesta edição assina a curadoria ao lado de Brenda Campos e Gláucia Vandeveld, “o tema Gostoso é estar em bando não parte da ideia de um grupo homogêneo, mas de um espaço onde diferentes pessoas, trajetórias, territórios e maneiras de fazer teatro possam conviver”.
Segundo ele, a curadoria encontrou propostas que partem tanto de experiências próximas dos estudantes quanto do diálogo com a literatura e com obras teatrais já existentes. “Memória, território, identidade, ancestralidade, pertencimento e relações sociais atravessam parte significativa das criações, que também experimentam diferentes linguagens e aproximações com o teatro documental e autobiográfico, a cultura popular, a literatura, a dança, a performance e o audiovisual”, acrescenta.
Para a atriz e pedagoga Brenda Campos, um dos aspectos que mais chamou atenção no processo de seleção foi a força do envolvimento dos grupos com seus próprios trabalhos. “Mais do que tudo, as obras selecionadas se destacaram pela força com que o bando que as defende se apresentou, dando a ver o envolvimento das pessoas com a obra”, observa.
A curadoria também procurou um recorte de trabalhos capazes de revelar a diversidade do teatro produzido por estudantes e criar possíveis diálogos entre as obras. “Selecionar também foi uma maneira de começar a formar esse ‘bando’ que vai se encontrar no FETO”, afirma Charles Valadares.
A programação da 23ª edição
Além do espetáculo de abertura “Há uma festa sem começo que não termina com o fim”, do grupo Pavilhão da Magnólia de Fortaleza (CE), durante a programação, o público terá acesso a trabalhos na categoria Teatro na Escola, que inclui criações realizadas por estudantes do ensino fundamental, médio ou superior, não matriculados em cursos nas artes da cena, e na categoria Escola de Teatro, voltada para estudantes de cursos superiores ou técnicos em Artes Cênicas.
Entre os trabalhos selecionados está Grão (SP), que aborda memória, território, juventude rural e luta pela terra a partir das experiências de jovens de um assentamento.
Em Ganga (SP) teatro documentário, narrativa épica, cantos e dramaturgia autoral se articulam para refletir sobre mineração, colonialidade, memória e racismo estrutural, a partir de uma pesquisa sobre Mariana e Brumadinho.
Já Só + Duas Histórias Latino-americanas e Fim (BA) atualiza textos de Augusto Boal por meio de uma encenação marcada pelo humor, pela música e pela ironia, retomando questões como censura, desigualdade e relações de poder através de uma perspectiva latino-americana.
O espetáculo Cabaré Cibernético (RJ), passeia por temas latentes envolvendo o uso das redes sociais e a associação da vida real com a virtual em um trabalho que se propõe renovar a linguagem de
Cabaré em comunicação direta com a era digital.
Em SANKOFA – Um Menino Brasileiro (RJ) música, dança e teatro, se misturam em um espetáculo sensível e poético sobre ancestralidade, resiliência e a busca por quem somos guiado por personagens inspirados em tradições populares brasileiras, como o Bumba Meu Boi, o Maculelê, a Capoeira, as Lavadeiras e a Congada
Em “O que cabe no caderno? AdoleSER” (GO), lembranças de infância se misturam às cobranças de desempenho, ao medo de não dar conta, à sensação de não pertencimento, aos conflitos familiares e à necessidade de encontrar apoio para continuar. Um espetáculo de dança sobre crescer e carregar no corpo aquilo que nem sempre cabe em palavras.
No espetáculo O Pagador de Promessas (MG), o clássico de Dias Gomes é revisitado em uma narrativa marcante sobre fé, integridade e intolerância. Zé do Burro faz uma promessa em um terreiro de candomblé pela recuperação de seu animal de estimação e melhor amigo: carregar uma pesada cruz de madeira até a Igreja de Santa Bárbara. No entanto, ao chegar à cidade, sua devoção pura e simples colide com a intransigência religiosa, o sensacionalismo da imprensa e a hipocrisia social.
A temática da violência de gênero, sobretudo a violência doméstica, é abordada na peça Receita (MG), a partir de um recorte de classe em um cenário social onde as mulheres são constantemente subjugadas aos homens. Além disso, a dramaturgia do espetáculo insere o debate da precariedade do sistema de transporte público metropolitano e as relações conflituosas do acesso à Capital mineira.
A peça O Pequeno Príncipe Negro (MG), que participa do festival como programação associada, é inspirada na obra homônima de Rodrigo França, que ganha novas cores e caminhos na criação dos alunos do Núcleo de Formação em Teatro do Sesc Cenário. Em cena, a narrativa e a música fazem referências à identidade, ancestralidade e afetividade da cultura negra.
Durante o evento, o público terá acesso no site do festival, a críticas e resenhas dos espetáculos assinadas pelo pesquisador Igui Leal e pela atriz Bramma Bremmer. Além de uma devolutiva para os estudantes, os textos especializados incentivam a reflexão sobre estética, criação e processos artísticos, com o intuito de formar o olhar do público e participantes.
Um festival que também forma: “olhares”, oficinas e Cafeto
Durante os Olhares, tradicionais bate-papos e rodas de conversa do FETO, os trabalhos apresentados durante o festival são comentados pela comissão artística. O Olhares na categoria Escola de Teatro, em que os estudantes já se encontram em estágio mais avançado de investigação cênica e formação profissional na área, os debates ganham uma dimensão mais aprofundada sobre criação e processos artísticos e, portanto, são abertos ao público. Já os Olhares dos espetáculos Teatro na Escola são fechados por envolverem estudantes do ensino básico, cujos processos foram desenvolvidos dentro do contexto escolar. Nesta edição, integram a comissão profissionais e acadêmicos das artes cênicas, como Alan Rodrigues, Rodrigo Antero, Raquel Castro, Marcos Alexandre, Marina Viana, Gil Amâncio, entre outros.
A programação conta ainda com duas oficinas: “Gestão Colaborativa nas Artes da Cena”, ministrada pela gestora cultural Lena Cunha e voltada para estudantes ou profissionais da cena, e “Interpretação para Cinema e TV para crianças e adolescentes”, ministrada pelo diretor de teatro e cinema Byron O’Neill (um dos idealizadores do FETO).
E o tradicional e aguardado CaFETO – um espaço de convivência, troca de saberes e experiências entre participantes, comissão artística, produção e público interessado – que, neste ano, traz o tema “Criar em bando”, vai propor uma conversa sobre os processos criativos a partir da experiência de criar coletivamente. Para o encontro foram convidados os artistas evandro nunes, Lira Ribas e Kelly Crifer. Uma instalação com varal carregará críticas e resenhas impressas sobre os trabalhos apresentados, para que os estudantes, artistas e público tenham acesso às reflexões, enquanto degustam um cafezinho, durante a roda.
O reencontro com o público
A retomada das atividades do FETO, depois de um hiato de quatro anos, com edições online e híbridas, tem um significado especial para a coordenação do festival e reafirma algo que sempre esteve no centro do FETO: a potência do encontro.
“O FETO, desde a sua criação (1999), busca proporcionar aos estudantes um espaço de troca e compartilhamento, no qual possam assistir aos trabalhos uns dos outros, conversar sobre seus processos de criação e formação e celebrar juntos o teatro”, comenta uma das coordenadoras, a atriz e professora Gláucia Vandeveld.
Para Bruna Bof, que assina a coordenação geral do FETO, a retomada presencial este ano permite perceber as questões que atravessam a nova geração de estudantes e seus processos de criação. “Cada edição é atravessada por novos estudantes, de diferentes territórios, vivências e formas de fazer e pensar o teatro. Estar novamente olho no olho nos permite reconhecer essas diferenças, criar vínculos e ampliar as trocas”, afirma.
A coordenadora Michelle Sá acrescenta que o reencontro com o público é, no teatro, uma espécie de travessia que ganha ainda mais força por acontecer no território da formação, especialmente depois das transformações provocadas pela pandemia, onde vimos o virtual se entrelaçar cada vez mais às experiências presenciais. “Apesar de tudo, seguimos apostando na força do bando. Na potência de estar juntes, de aprender em comunidade, de criar a partir do encontro”, diz.
Para Cris Diadorin Aguiar, que também integra a equipe de coordenação, e que vem de trajetória profundamente ligada ao festival, esse retorno carrega uma dimensão pessoal. Estudante do FETO em duas primeiras edições e integrante da equipe desde 2011, Cris associa a volta do evento ao reencontro do brilho no olhar de quem está começando, traz aquilo que a fez escolher o teatro como profissão, pois mantém viva a experiência de descobrir o teatro como uma arte que não se faz sozinho. “O festival continua vivo, sendo a arte do encontro, da pulsão de vida que redescubro a cada edição, e me apaixono novamente”, afirma.
SOBRE O FETO
O FETO – Festival Estudantil de Teatro acontece em Belo Horizonte desde 1999 e chega, em 2026, à sua 23ª edição. O evento valoriza, visibiliza e fomenta o teatro produzido em escolas, universidades, cursos livres e técnicos de diferentes regiões do país, promovendo o encontro entre estudantes, artistas, educadores e público. Desde as primeiras edições, o FETO busca também estimular a reflexão e o debate sobre o teatro estudantil e o universo da cena como um todo, bem como a formação de público, além de democratizar o acesso à cultura por meio de atividades destinadas a várias esferas da sociedade.
Sem caráter competitivo ou premiações, o FETO tem a formação e o encontro como princípios de sua trajetória. A programação reúne espetáculos – nas categorias Teatro na Escola e Escola de Teatro -, oficinas, rodas de conversa, ações formativas e espaços de convivência e troca, ampliando a experiência dos grupos para além das apresentações e estimulando a reflexão sobre os processos de criação e o teatro estudantil. Mais informações: – www.fetobh.com.br / @fetoteatro.
SERVIÇO
23ª edição do FETO
27 de outubro a 1º de novembro de 2026
10 espetáculos – 2 oficinas – rodas de conversa – CaFETO
Galpão Cine Horto – Rua Pitangui, 3613 – Horto
Teatro Marília – Av. Alfredo Balena, 586 – Santa Efigênia
Funarte MG – Rua: Januária, 68 – Centro
Sesc Palladium – Av. Augusto de Lima, 420 – Centro
Ingressos na Sympla – R$10 e R$5 (meia)
retirada no Sympla
Mais informações sobre o festival:
Facebook, Instagram: @FETOteatro e YouTube: @centralfeto
Acesse aqui a programação completa com ficha técnica e sinopses:
23º FETO – PROGRAMAÇÃO POR DIA
27/10, terça-feira – Abertura do festival
“Há uma festa sem começo que não termina com o fim”
com Pavilhão da Magnólia de Fortaleza (CE)
19h – GALPÃO CINE HORTO
Dur.: 110 min. | classificação indicativa: 12 anos
Acessibilidade: Intérprete de Libras
28/10, quarta-feira
“O PAGADOR DE PROMESSAS” (Teatro Na Escola)
com Grupo TEMA (Teatro Marista) – Colégio Marista Dom Silvério
16h – GALPÃO CINE HORTO
Duração: 90 min | classificação indicativa: 10 anos
Acessibilidade: Intérprete de Libras
“GANGA” (Escola de Teatro)
Com Coletivo ATERRA (SP)
19h – TEATRO MARÍLIA
Duração: 80 min | classificação indicativa: 12 anos
Acessibilidade: Intérprete de Libras
29/10, quarta-feira
BATE-PAPO SOBRE “O PAGADOR DE PROMESSAS” Olhar – programação fechada
Com Grupo TEMA (Teatro Marista) – Colégio Marista Dom Silvério
Comissão artística: Michelle Sá e Lucas Fabrício
“SANKOFA – Um Menino Brasileiro” (Teatro Na Escola)
com Grupo de Extensão da Escola de Teatro Meninos de Luz/Musa Cia Teatral (Rio de Janeiro/RJ)
16h – FUNARTE MG
Duração: 55 min | Classificação indicativa: 12 anos
Acessibilidade: Intérprete de Libras
BATE-PAPO SOBRE “GANGA” (Olhar aberto ao público)
29/10 (quinta-feira)
17h30 – FUNARTE MG
Coletivo ATERRA (São Paulo / SP)
Comissão Artística: Carol Correa e Alan Rodrigues
Acessibilidade: Intérprete de Libras
“CABARÉ CIBERNÉTICO” (Escola de Teatro)
com Cabaré Incoerente (RJ)
19h – FUNARTE MG
Duração: 120 min. | classificação etária sugerida: 18 +
Acessibilidade: Intérprete de Libras
30/10, sexta-feira
BATE-PAPO SOBRE “SANKOFA – UM MENINO BRASILEIRO ” (Olhar – programação fechada)
Grupo de Extensão da Escola de Teatro Meninos de Luz/Musa Cia Teatral (Rio de Janeiro / RJ)
Comissão Artística: Rodrigo Antero e Michelle Sá
Acessibilidade: Intérprete de Libras
“GRÃO” (Teatro Na Escola)
com Cia. de Teatro Bela Vista (Araraquara/SP)
16h – FUNARTE MG
Duração: 70 min | Classificação indicativa: Livre
Acessibilidade: Intérprete de Libras
BATE-PAPO SOBRE “CABARÉ CIBERNÉTICO” (Olhar aberto ao público)
17h30 – FUNARTE MG
com Cabaré Incoerente (Rio de Janeiro / RJ)
Comissão Artística: Dagmar Bedê e Raquel Castro
Acessibilidade: Intérprete de Libras
“SÓ + DUAS HISTÓRIAS LATINO-AMERICANAS E FIM” (Escola de Teatro)
com O Mesmo Grupo (Salvador / BA)
19h – FUNARTE MG
Duração: 70 min | classificação indicativa: 10 anos
Acessibilidade: Intérprete de Libras
31/10 (sábado)
“O PEQUENO PRÍNCIPE NEGRO”
com Núcleo de Formação em Teatro do Sesc Cenário (Belo Horizonte / MG)
11h – SESC PALLADIUM (Teatro de Bolso)
Duração: 80 min. | Classificação indicativa: Livre
BATE-PAPO SOBRE “GRÃO” (Olhar – programação fechada)
Cia. de Teatro Bela Vista (Araraquara/SP)
Comissão Artística: Dani Leite e Joví Maia
Acessibilidade: Intérprete de Libras
“O QUE CABE NO CADERNO? AdoleSER” (Teatro Na Escola)
com Corpo Composto (Aparecida de Goiânia/GO)
16h – FUNARTE MG
Duração: 35 min | Classificação indicativa: 12+
Acessibilidade: Intérprete de Libras
BATE-PAPO SOBRE “SÓ + DUAS HISTÓRIAS LATINO-AMERICANAS E FIM” (Olhar aberto ao público)
O Mesmo Grupo (Salvador/BA)
17h30 – FUNARTE MG
Comissão Artística: Marcos Alexandre e Marina Viana
Acessibilidade: Intérprete de Libras
“RECEITA” (Escola de Teatro)
com Coletivo Sankofa (BH / MG)
19h – FUNARTE MG
Duração: 80 min. | classificação indicativa: 12 anos
Acessibilidade: Intérprete de Libras
1/11 (domingo)
BATE-PAPO SOBRE “O QUE CABE NO CADERNO? AdoleSER” (Olhar – programação fechada)
Corpo Composto (Aparecida de Goiânia/GO)
Comissão Artística: Igui Leal e Nayara Leite
Acessibilidade: Intérprete de Libras
BATE-PAPO SOBRE “RECEITA” (Olhar aberto ao público)
com Coletivo Sankofa (BH / MG)
15h30 – FUNARTE MG
Comissão Artística: Gil Amâncio e evandro nunes
Acessibilidade: Intérprete de Libras
CaFETO (Café-encontro do festival)
Tema: “Criar em bando”
17h às 19h – FUNARTE MG
Comissão Artística: evandro nunes, Lira Ribas, Kelly Crifer
Acessibilidade: Intérprete de Libras
OFICINAS
Inscrições até 25/10 (bio do @fetobh)
“GESTÃO COLABORATIVA NAS ARTES DA CENA”
31/10 e 1/11 (sábado e domingo)
9h às 12h – Funarte MG
Com Lena Lunha
Duração: 6 horas
Vagas: 30
Classificação indicativa: 16 anos
“INTERPRETAÇÃO PARA CINEMA E TV PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES”
29 a 31/10 (quinta-feira a sábado)
9h às 11h30 – FUNARTE MG
Com Byron O’Neill
Duração: 7 horas e 30 minutos
Vagas: 20
Classificação indicativa: 10 a 14 anos





