“O Que é Meu Vem” destaca a união entre artistas independentes e reforça mensagem de autoestima e persistência
A música independente brasileira segue encontrando novas formas de expandir sua presença e alcançar diferentes públicos. Um dos exemplos mais recentes desse movimento é o lançamento de “O Que é Meu Vem”, nova faixa de Mya Akoma em parceria com Melodica Vibezz, disponibilizada pela Pamplona Beats.
A canção combina influências do reggae e do rocksteady com uma abordagem contemporânea voltada para temas como confiança, perseverança e valorização pessoal. A proposta encontra ressonância em um período em que artistas independentes têm buscado desenvolver obras capazes de dialogar com questões emocionais e sociais sem abrir mão da identidade musical.
Por trás do lançamento está a Pamplona Beats, selo liderado por DJ Pamplona, também conhecido na cena reggae brasileira como Matheus Pinguim. Reconhecido nacionalmente por sua atuação no gênero, Matheus construiu uma trajetória marcada pela valorização da cultura reggae e pelo incentivo a novos talentos.
Ao longo dos anos, sua participação em projetos musicais, festivais e iniciativas culturais ajudou a fortalecer a circulação de artistas independentes e ampliar a visibilidade do reggae brasileiro. Essa experiência se reflete diretamente na proposta da Pamplona Beats, que busca reunir diferentes influências e estimular a criação de trabalhos colaborativos.
Em “O Que é Meu Vem”, essa filosofia aparece de maneira clara. A união entre Mya Akoma, Melodica Vibezz e a equipe do selo resulta em uma produção que valoriza tanto a musicalidade quanto a mensagem transmitida pela obra.
O videoclipe dirigido por Rabu Gonzales amplia essa proposta ao apresentar uma narrativa visual construída a partir de experiências cotidianas, encontros e relações humanas. Em vez de apostar em uma estética grandiosa, a produção encontra sua força na simplicidade e na autenticidade das situações retratadas.
Com uma sonoridade envolvente e uma mensagem inspiradora, o lançamento reafirma a importância das colaborações dentro da cena independente e demonstra como a música continua sendo um espaço privilegiado para compartilhar histórias, fortalecer identidades e criar conexões duradouras com o público.





