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Dia 21 de fevereiro, “Pagode que não acaba” terá 24 horas ininterruptas de roda de pagode com diversas participações, incluindo Leci Brandão.

Evento pretende bater recorde de duração e tem como atração principal Leci Brandão que será precedida por diversos outros grupos e participações especiais de BH

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No dia 21 de fevereiro, Belo Horizonte recebe o Pagode que não acaba, projeto que propõe uma roda de samba e pagode ininterrupta por 24 horas e entra na disputa pelo título de roda de samba e pagode com maior duração do mundo. O evento acontece no Espaço CentoeQuatrodas 17h às 17h, e na via lateral (rua da Bahia), com previsão de atravessar a noite e o dia seguinte com música.

O projeto é patrocinado pela Cemig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. Apoio institucional da Belotur, produção feita pela empresa “Assume que Gosta”. A realização é da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo – Secult e Governo de Minas – Aqui o Trem Prospera.

Idealizado por Matheus Brant, o projeto nasce de uma provocação simples, surgida dentro de uma roda de samba, e se transforma em uma operação artística e técnica de grande escala. “Uma vez, num pagode em 2024, o Mateus Jacob me falou sobre ideias que ele tinha de recordes em geral… O pagode estava acabando, queríamos render mais e pensei ‘por que não fazer a roda de pagode mais longa do mundo?’. Foi assim que surgiu a ideia, chamamos a Dany Paiva e inscrevemos no edital na Virada Cultural de BH daquele ano, que foi o ponto de partida. Ambos não estão mais no projeto, mas participaram da idealização”, explica.

A programação reúne uma ampla lista de artistas e grupos locais que se revezarão, entre si: Afobei, Resenha do Edgard, Samba da Meia Noite, Feijoada Completa, Tradicionalmente, Sassarica, Simplicidade, Samba da Roda de Saia, Samba do Arco, Samba da Madrinha, Bigode, A Firma além da previsão de mais participações especiais, que serão anunciadas em breve.

O evento conta ainda com a participação nacional de Leci Brandão, uma das vozes mais importantes do samba brasileiro. Leci tem trajetória iniciada nos anos 1970 e foi a primeira mulher a integrar a ala de compositores da Estação Primeira de Mangueira, marco decisivo em um território historicamente masculino. Com repertório que atravessa décadas, sua obra articula samba, identidade negra, cultura popular e engajamento social, mantendo-se atual tanto nas rodas tradicionais quanto em diálogos com novas gerações.

No domingo (22), a partir das 11h, haverá, ainda, oficinas gratuitas na rua lateral ao evento (Rua da Bahia) de percussão, dança e como montar uma roda de pagode, complementando a programação.

Além da tentativa de recorde, o evento se ancora na força contemporânea das rodas de samba e pagode como espaço de encontro. Para Matheus, o projeto dialoga com um movimento já presente no país. “Para além do aspecto inusitado do recorde, o ‘Pagode que não acaba’ sintetiza muito o espírito do tempo. Nos últimos anos, as rodas de samba e pagode têm ocupado os rolês de forma muito intensa, sempre com essa dimensão de catarse coletiva somada à diversão pura e simples”, comenta Brant.

 

Serviço

Pagode que não acaba

21 de fevereiro

Das 17h às 17h

Espaço CentroeQuatro (Praça Rui Barbosa, 104)

Entrada Gratuita (retirada via Sympla https://www.sympla.com.br/evento/pagode-que-nao-acaba/3306365

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