segunda-feira, fevereiro 9, 2026
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Cine Graciano exibe ‘Nada Será Como Antes’, filme que homenageia Lô Borges e Clube da Esquina nesta terça-feira (10/02)

Na terça-feira, 10, às 19h, na tela do Cine Graciano, o documentário Nada Será Como Antes, de Ana Rieper homenageia Lô Borges e ao movimento que transformou os caminhos da música mineira, o Clube da Esquina. O filme é um mergulho intenso no universo dos fundadores, parceiros e compositores da aclamada formação musical mineira Clube da Esquina.

O álbum Clube da Esquina é considerado por muitos críticos musicais como um dos melhores de todos os tempos. Milton Nascimento, Lô Borges – então com 16 anos – e músicos do porte de Nivaldo Ornelas, Toninho Horta, Beto Guedes, Robertinho Silva e Wagner Tiso criaram uma sonoridade única, que ajudou a transformar a música brasileira e mundial. Com depoimentos de boa parte desse time de artistas, o documentário mergulha em sua musicalidade para entender como referências musicais diversas e influências de paisagens, histórias e poesia refletiram em cada um deles e na música que criaram.

Na quinta-feira, 12/02, e na terça-feira, 17/02, não haverá sessões devido ao carnaval. Retornando no dia 19/02.

Próximas sessões

 

Logo depois do Carnaval, a sessão da tarde, do dia 19/02, às 15h, tem mais uma para as crianças com animações da Mostra Cinema de Brinquedo. Em Lulina e a Lua, de Alois Di Leo, Marcus Vinícius Vasconcelos, Lulina desenha seus maiores medos sobre o branco infinito do solo da Lua. Magicamente, suas ilustrações ganham vida, revelando que os monstros que assombram seus pensamentos são, na verdade, menos aterrorizantes do que a sua imaginação os pintava. Na sequência, Ária, de Arthur P. Motta, traz a narrativa de Ária, uma garota surda que estuda numa escola de música com o auxílio de um implante coclear. Apesar de talentosa, ela não se adapta à escola devido ao bullying que sofre de seus colegas, em especial de um garoto. Com a ajuda de seu pássaro de estimação, ela começa a perceber que a música vai além da sala de aula e da audição, envolvendo todos os seus sentidos.

 

Ainda nesta sessão da tarde, Pororoca, de Fernanda Roque e Francis Frank. A animação é uma adaptação do texto “A inacreditável história do pescador” de T. Dalpra Jr. Pororoca é fruto do amor entre a Baleia e o Peixe-boi em uma metáfora do agitado e caudaloso encontro da água do mar com a água do rio. E fechando a sessão, o filme O Gato da Minha Irmã. A animação tem como direção as crianças e Adolescentes da CAOCA, Instituto Marlin Azul e conta a história de João Carlos, um menino de 10 anos que, ao sair de casa em busca da irmã desaparecida, enfrenta uma jornada de perigos e descobertas.

 

Sessão 19/02 – Curtas-Metragens Brasileiros – Fantasia, Fama & Fetiche

 

Já na sessão das 19h fantasia, fama e fetiche com uma seleção de três curtas-metragens de Distrito Federal, Alagoas e Rio de Janeiro: Sua Imagem na Minha Caixa de Correio; Samuel Foi Trabalhar; e Vollúpya, respectivamente.

Em Sua Imagem na Minha Caixa de Correio, o diretor Silvino Mendonça experimenta com a linguagem de tal maneira que faz com que as memórias de uma cinefilia do início dos anos 2000 sejam, ao mesmo tempo, íntimas e coletivas. A narrativa apresenta os leitores de uma revista brasileira de cinema que trocam cartas entre si. Nelas, compartilham notícias sobre filmes aguardados, além de desabafos e confissões.

Samuel Foi Trabalhar, de Janderson Felipe e Lucas Litrento, trata-se de uma sátira social que, ao discutir um sistema tão distópico quanto o capitalismo selvagem, paradoxalmente o filme consegue transformar o que seria um pesadelo em um enredo que se desenvolve de maneira estranhamente reconfortante. Em Vollúpya, estrelado por Lorre Motta e Zélia Duncan, recria o universo queer de uma boate famosa em Niterói na década de 90. Os diretores Éri Sarmet e Jocimar Dias Jr., dois pesquisadores em gênero e sexualidade, resgataram imagens inéditas deste espaço e combinaram com uma inesperada ficção científica para articular o presente e o passado. Deste modo, refletem sobre a maneira como preservamos a nossa memória.

 

Semana 4 – Semana Anavilhana

 

Para fechar o mês, a semana será toda dedicada à filmes da Anavilhana, uma produtora mineira formada apenas por mulheres em um trabalho que completa 20 anos com reconhecimento internacional.

Na terça-feira, às 19h, Praia Formosa, dirigido por Julia de Simone, a narrativa de ficção conta a história de Muanza, uma mulher natural do Reino do Congo, foi traficada para o Brasil em meados do século XIX. Em um entrelaçamento de tempos, o filme testemunha a vida que emerge dos espaços da cidade, os gestos de resistência frente à desterritorialização forçada e os afetos que sustentam as relações de irmandade.

 

Na quinta-feira, às 15h, a sessão da tarde tem a exibição de A Cidade Onde Envelheço, dirigido por Marília Rocha. Francisca é uma jovem portuguesa que mora há um ano no Brasil. Ela recebe Teresa, uma antiga conhecida com quem já tinha perdido contato. O filme acompanha as aventuras de cada uma pela cidade e a profunda amizade que nasce entre elas, obrigando-as a lidar com desejos simultâneos e opostos: a vontade de partir para um país desconhecido e a saudade irremediável de casa.

 

Para fechar o mês de fevereiro no Cine Graciano, na quinta-feira, 19h, Suçuarana, dirigido por Clarissa Campolina e Sérgio Borges. Dora passou os últimos anos percorrendo um território arruinado pela mineração, em busca de uma terra perdida sonhada por ela e por sua mãe. Carrega consigo uma foto antiga com o nome Suçuarana, única pista desse lugar mítico onde ela imagina que possa encontrar pertencimento. guiada por um misterioso cachorro, encontra refúgio em uma vila de trabalhadores de uma fábrica abandonada, que vivem em coletividade. a cada novo encontro, seu destino parece sempre um pouco mais distante.

 

SOBRE O CINE GRACIANO E A LAGOINHA

O espaço do Cine Graciano conta com 48 lugares e estrutura para exibição de produções cinematográficas em diferentes formatos. A proposta do espaço é priorizar filmes que pautem os direitos humanos e a democracia, a reflexão crítica sobre as desigualdades sociais, a promoção de mulheres, pessoas negras, indígenas, periféricas e LGBTQIAPN+, a cultura popular, os movimentos urbanos, a arte independente, a vida nas grandes cidades, suas diversidades, riquezas humanas e contradições cotidianas.

A Lagoinha, um dos bairros operários mais antigos de Belo Horizonte, carrega em suas ruas a memória da construção da capital e um passado de resistência cultural. Conhecida como a “Pequena África” de BH, foi um reduto fundamental para a população negra, cuja história, embora frequentemente apagada, luta para se manter viva. A paisagem do bairro foi radicalmente transformada com a construção da Rodoviária e do Complexo da Lagoinha, intervenções que fragmentaram sua comunidade. Apesar disso, sua alma boêmia e cultural nunca se apagou, pulsando na memória da Praça Vaz de Mello, berço do samba e palco do lendário bloco de Carnaval Leão da Lagoinha. Hoje, esse bairro de efervescência histórica vive um importante processo de retomada, a partir de iniciativas como o movimento Viva Lagoinha. Mas também convive com a dura realidade de muitas pessoas em situação de rua, refletindo as contradições da cidade que ajudou a construir.

SOBRE A FILME DE RUA

A Filme de Rua tem suas primeiras movimentações em 2010, a partir de rodas de conversa organizadas pela psicanalista Joanna Ladeira com jovens que tinham as ruas como espaço de moradia e vivência, entre eles Hugo, Maíra, Samuel, Lelo, Alexander. Inicialmente, os encontros ocupavam o antigo espaço Miguilim e depois o Viaduto Santa Tereza. Em 2015, esse grupo informal consolidou-se como um coletivo – integrado também por Joanna, Ed Marte, Daniel Carneiro, Guilherme Melo, Paula Kimo e  Zi Reis, – com o objetivo de ver e fazer filmes, junto a essa juventude. Foi produzido o curta-metragem “Filme de Rua” (2017), premiado em festivais pelo país. Com o tempo, outras pessoas passaram a integrar o coletivo e, mais tarde, a Associação.

A produção colaborativa tornou-se método, criando um espaço de expressão e aprendizado que resultou em outros curtas como “Maloca”, “Chuá de Maloqueiro” e dois longas, “Pérola” e “Ficção tipo real”, atualmente em fase de finalização. Em 2019, com projetos premiados no Rumos Itaú Cultural, o coletivo formalizou-se como Associação Cultural e ocupou sua primeira sala de cinema no Edifício Sulamérica, inaugurando a ocupação cultural desta localidade no centro da cidade. O espaço tornou-se pólo cultural, hospedando debates, seminários, mostras e exibições, fechando as suas portas em 2023 e hoje revivendo com a iniciativa do Cine Graciano

QUEM FOI HUGO GRACIANO

A sala de cinema tem, em seu nome, uma homenagem a Hugo Graciano, um dos jovens com trajetória marcante junto à Filme de Rua, participante do coletivo desde o seu início, e que partiu em março de 2024, com apenas 26 anos. Conhecido por sua persistência, alegria, amizade e criatividade, ele atuou como artista, criador e mobilizador da Filme de Rua. Também é pai do Samuel e atuou como redutor de danos no Consultório de Rua, da PBH. Aos 7 anos, Hugo encontrou-se em situação de rua, onde viveu por muitos anos. Ao longo da vida, ele se tornou uma força positiva para muitas pessoas. Agora, a Filme de Rua celebra a sua vida e o homenageia, com a criação do Cine Graciano.

Serviço

10/02 (terça-feira)
• 19h – Sessão especial Clube da Esquina
Nada Será Como Antes (Ana Rieper)

19/02 (quinta-feira)
• 15h – Sessão infantil | Mostra Cinema de Brinquedo
Lulina e a Lua (Alois Di Leo e Marcus Vinícius Vasconcelos); Ária (Arthur P. Motta); Pororoca (Fernanda Roque e Francis Frank); O Gato da Minha Irmã (CAOCA / Instituto Marlin Azul)
• 19h – Curtas-metragens brasileiros | Fantasia, Fama & Fetiche
Sua Imagem na Minha Caixa de Correio (Silvino Mendonça); Samuel Foi Trabalhar (Janderson Felipe e Lucas Litrento); Vollúpya (Éri Sarmet e Jocimar Dias Jr.)

 24 e 26/02 (terça e quinta-feira) Semana Anavilhana
• 24/02 (terça-feira), 19h – Praia Formosa (Julia de Simone)
• 26/02 (quinta-feira), 15h – A Cidade Onde Envelheço (Marília Rocha)
• 26/02 (quinta-feira), 19h – Suçuarana (Clarissa Campolina e Sérgio Borges)

Cine Graciano

Rua Itapecerica, 468, Lagoinha
Entrada gratuita (Sem retirada de ingressos. É só chegar!)
Informações: instagram.com/filmederua

Leo Junior
Leo Juniorhttps://viralizabh.com.br
Bacharel em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário UNA, graduado em Marketing pela Unopar e pós graduado em Marketing e Negócios Locais e com MBA em Marketing Estratégico Digital, é um apaixonado por futebol e comunicação além de ser Jornalista certificado pelo Ministério do Trabalho.
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