quarta-feira, dezembro 31, 2025
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Fecomércio MG indica estabilidade nas vendas de Natal em Minas Gerais diante da cautela do consumidor

Todos os seguimentos do comércio varejista do estado de Minas Gerais encerraram o Natal de 2025 com resultados equilibrados e sinais de adaptação ao cenário econômico. De acordo com o Monitor de Vendas do Natal, realizado pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG, 43,4% das empresas tiveram suas expectativas de vendas alcançadas ou superadas, enquanto 42,8% registraram desempenho semelhante ao de 2024.
Entre os empresários que relataram crescimento, os aumentos ficaram concentrados, principalmente, na faixa de 10% a 20%. Já entre aqueles que apontaram queda nas vendas, as retrações variaram, em sua maioria, entre 10% e 25%. O baixo fluxo de consumidores e o endividamento das famílias foram os fatores mais citados para os resultados negativos.
Segundo a economista da Fecomércio MG, Fernanda Gonçalves, o Natal de 2025 foi marcado por cautela, tanto do lado do consumidor quanto das empresas. “Os dados mostram um comércio que conseguiu se manter estável, mesmo diante de um consumidor mais cauteloso. O crédito teve papel central, assim como o 13º salário, que concentrou as compras na reta final do mês”, afirma.
O levantamento aponta que 58,3% das compras ocorreram às vésperas do Natal, após o pagamento da segunda parcela do 13º salário. O cartão de crédito parcelado foi o meio de pagamento mais utilizado, presente em 36,5% das transações, reforçando a estratégia dos consumidores de diluir os gastos. O ticket médio ficou em R$ 200,31, com maior concentração de compras entre R$ 100 e R$ 200. Para Fernanda Gonçalves, as estratégias adotadas pelas empresas fizeram diferença no desempenho. “Ações realizadas dentro das lojas, promoções bem direcionadas e maior visibilidade foram determinantes para sustentar as vendas. O consumidor pesquisou mais, comparou preços e comprou quando encontrou condições viáveis”, avalia.
As vendas online foram realizadas por 25% das empresas participantes. Entre essas, 37,8% relataram desempenho melhor do que em 2024, embora o canal digital ainda represente uma parcela limitada do faturamento, geralmente de até 20% no período natalino. O estudo também mostra que, para atender à demanda sazonal, 15% das empresas contrataram funcionários temporários, reforçando o papel do Natal na geração de empregos pontuais no comércio.
A economista explica que os resultados das vendas do Natal em Minas Gerais mostram como esse período é essencial para o comércio varejista, estimulando o consumo das famílias em todo o estado, mesmo diante de desafios econômicos. Segundo o Índice de Consumo das Famílias (ICF), houve uma elevação do consumo em dezembro em Belo Horizonte, evidenciando o papel decisivo do Natal na sustentação da demanda local. “Esse movimento observado na capital refletiu-se pelo estado, favorecendo o consumo de curto prazo, especialmente para os gastos típicos de fim de ano. No entanto, fatores estruturais como juros elevados, inflação acumulada e renda pressionada dificultam acesso ao consumo de maiores valores, tornando os consumidores mais cautelosos em Minas Gerais. Apesar das restrições, o cartão de crédito foi o principal meio de pagamento, reforçando a importância do crédito para viabilizar as compras, acrescido a isso a força afetiva da data e estratégias comerciais, contribuíram para que 43,4% dos entrevistados alcançassem ou superassem suas expectativas de vendas, movimentando significativamente a economia do varejo em Minas Gerais.” explica Gonçalves.
Ao analisar o cenário para os próximos meses, a economista destaca que o desempenho do Natal traz sinais importantes para o varejo. “O resultado indica que o setor segue fortemente dependente da renda e do crédito. Planejamento financeiro, gestão eficiente de estoques e integração entre canais de venda serão decisivos para enfrentar os desafios de 2026”, conclui Fernanda Gonçalves.
 
Sobre a Fecomércio MG
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, que abrange mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade. Outra importante atribuição da Fecomércio MG é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários, empresários e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.
Desde 2022, a Federação tem se destacado na agenda pública, promovendo discussões sobre a importância do setor para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais. A Fecomércio MG trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor em âmbito municipal, estadual e federal. A Federação busca melhores condições tributárias para as empresas e celebra convenções coletivas de trabalho, além de oferecer benefícios que visam o fortalecimento do comércio. Com 87 anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida dos cidadãos e impulsionar a economia mineira.
Leo Junior
Leo Juniorhttps://viralizabh.com.br
Bacharel em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário UNA, graduado em Marketing pela Unopar e pós graduado em Marketing e Negócios Locais e com MBA em Marketing Estratégico Digital, é um apaixonado por futebol e comunicação além de ser Jornalista certificado pelo Ministério do Trabalho.
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